Após atingir pico de óbitos, Brasil tem queda de 90% na média diária de mortes por covid-19

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Em 19 de abril, o Brasil registrou a maior média móvel de mortes em decorrência da covid-19: cerca de 3 mil óbitos diários. Nesta terça-feira (19), exatos seis meses após o ápice, o Ministério da Saúde informa que a vacinação em massa contra a doença começa a surtir efeito: segundo a pasta, a queda no número de mortes foi de quase 90%, uma tendência que se acumula desde junho.

O boletim divulgado na noite de segunda-feira (18) mostra que a média móvel de óbitos está em 379,5, acompanhada pela queda expressiva também no número de novos casos da doença, que está em 12,3 mil ao dia.

“Vacina é a saída para acabar com o caráter pandêmico da doença. Só assim vamos retornar para o nosso normal”, afirmou, em nota, o ministro da Saúde Marcelo Queiroga.

Segundo ele, o governo já antecipou a compra de 354 milhões de doses de vacinas para 2022. O plano de imunização para o ano que vem foi apresentado no início de outubro.

“Já temos asseguradas mais de 300 milhões de doses para vacinar a nossa população. É uma vacinação um pouco diferente do que aconteceu em 2021, porque não é uma vacinação primária. Mas, o mais importante é: teremos doses de vacinas para todos”, declarou.

O painel de vacinação do Ministério da Saúde mostra que mais de 108 milhões de brasileiros já cumpriram integralmente o esquema vacinal. Essa população corresponde a 68% do público-alvo da campanha do Programa Nacional de Imunização (PNI), ou seja, pessoas maiores de 12 anos.

A ferramenta informa, ainda, que 3,6 milhões de pessoas já tomaram a dose de reforço, recomendada para pessoas acima de 60 anos, imunossuprimidos e profissionais de saúde.

Fonte: GaúchaZH