Caso Paulo: polícia conclui que não houve crime

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O Delegado de Polícia de Condor, Carlos Beuter, informou à SB Comunicações que as investigações do desaparecimento de Paulo Wagner (46) foram concluídas. O morador da Colônia Cash, interior do município, foi localizado com vida por volta da meia noite desta sexta-feira (6/8).

Conforme o delegado, após ouvir o depoimento de Paulo, a polícia concluiu que não houve nenhum crime. Beuter ressalta que não há motivo para a polícia verificar fatos da vida privada de uma pessoa, a não ser que ocorra alguma transgressão da lei.

Ainda serão feitas algumas análises do caso. No entanto, a polícia considera o fato encerrado.

Em seu testemunho, Paulo reforçou o fato de que não foi vítima de um crime.

Por fim, o delegado Carlos Beuter enalteceu o trabalho do Corpo de Bombeiros, que realizaram buscas ao morador inclusive com apoio de cães farejadores. Também agradeceu o Hotel Elsenau por auxiliar na hospedagem dos militares que vieram de Santa Maria.

Entenda o caso

Paulo Wagner (46), que vive com a esposa e os três filhos – dois garotos de 10 e 14 anos e uma menina com menos de 2 anos – na Linha Colônia Cash, está desaparecido desde a manhã de quarta-feira (4).

A Brigada Militar e a Polícia Civil foram acionadas e trabalham para descobrir o paradeiro do condorense. Ele foi visto a última vez ao sair para trabalhar no Distrito Industrial de Condor. Porém, ele não chegou ao destino.

A motocicleta de Paulo foi encontrada há cerca de dois quilômetros de sua residência, no Morro do Cabrito. Ao lado dela, estavam os seus pertences pessoais, incluindo celular, carteira com documentos e dinheiro e uma sacola na qual estava o seu almoço.

Amigos e familiares acionaram a polícia e realizaram buscas ao logo do dia. No entanto, não foi possível localizá-lo ou encontrar qualquer pista.

Conforme o delegado Carlos Beuter, a Polícia Civil iniciou os trabalhos de investigação e colheu depoimentos.

Entre os moradores da localidade, Paulo é visto como um bom vizinho, honesto e trabalhador, que não possuía inimizades. “Ele nunca fez maldade para ninguém. Era uma pessoa normal que saiu de casa para trabalhar e não voltou mais”, relata Letícia Rodrigues Garcia, 24 anos.