Cogestão retorna no dia 22 de março

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Em reunião virtural com a Assembleia Legislativa e lideranças empresariais, o governador Eduardo Leite anunciou que a cogestão retorna no dia 22 de março, segunda-feira, com novas medidas restritivas, mudanças nos protocolos e reforço na fiscalização. A informação foi confirmada pelo presidente da assembleia, deputado Gabriel Souza (MDB).

A cogestão permite que uma região possa adotar regras mais brandas do que a sua classificação no distanciamento controlado. Por exemplo, no caso de bandeira preta, adotar regras da vermelha.

Deste modo, o comércio não essencial será reaberto a partir da próxima semana, segunda à sexta-feira, até às 20h (entrada até às 19h).

Já os restaurantes, bares e lanchonetes poderão atuar sem restrição de dias, mas somente até às 17h (entrada até 16h).

Hotéis e alojamentos podem abrir com lotação máxima de 50% (com Selo Turismo Responsável) e 30% (sem Selo Turismo Responsável).

Além disso, permanece a restrição de atividades todos os dias entre 20h e 5h está mantida até 30 de março.

O governador também anunciou novas medidas econômicas, com linhas de crédito nos bancos BRDE, Badesul e Banrisul. O presidente do Legislativo destacou o esforço do Executivo em subsidiar o setor produtivo para minorar os impactos econômicos ocasionados pela restrição das atividades. Também ressaltou a união dos diferentes setores e poderes pela compra da vacina contra a Covid-19.

“São boas notícias para os empresários e trabalhadores. Paralelamente, estamos atuando de forma intensa pela aquisição da vacina. Já colocamos a ALRS à disposição do Governo do Estado para participar financeiramente da compra. A imunização em massa é nossa solução definitiva”, declarou Gabriel. 

Situação crítica

Sobre o comportamento recente das hospitalizações em leitos clínicos e UTIs, Leite apresentou ao grupo uma série de gráficos detalhando o crescimento da demanda nas últimas semanas. No início de fevereiro, o RS tinha 720 leitos livres e atualmente enfrenta um déficit de 300 leitos.

“Temos hoje a segunda maior taxa de óbitos por 100 mil habitantes do Brasil. O RS está duas semanas adiantado em relação a outros estados, como MG e SP. Infelizmente nós antecipamos o que o país deverá viver nos próximos dias”, disse Leite. O governador reiterou o pedido que a retomada das atividades seja controlada e com todos os cuidados necessários.

“Sabemos que três semanas de restrições maiores traz muitos prejuízos à população, mas precisamos ter cautela para que não seja necessário aumentar novamente”, reforçou.

*Protocolos básicos para todas as atividades*
Uso obrigatório e correto de máscara, cobrindo boca e nariz sempre;
– Distanciamento interpessoal;
– Higienização das mãos e das superfícies de toque com álcool 70 ou similar;
– Ventilação cruzada (janelas e portas abertas) e/ou sistema de renovação de ar.

Para retomar a cogestão, o Piratini estabelece como regra a renovação dos planos já encaminhados pelas associações regionais de municípios, “considerando o atual cenário epidemiológico da doença e a capacidade do sistema hospitalar, as mudanças de protocolos e a necessidade de garantia de mecanismos de fiscalização”.

Conforme o governo, as regiões poderão adotar medidas mais flexíveis que a bandeira final, mas não menos flexíveis que a bandeira imediatamente inferior. A cogestão segue vedada para a educação. Ou seja, uma região que ficar na bandeira preta não poderá retomar aulas presenciais, mesmo podendo adotar protocolos de bandeira vermelha.

O documento encaminhado aos empresários reforça que os municípios seguirão podendo adotar medidas mais restritivas do que as acertadas na cogestão e as definidas pela bandeira final da região.

Governo confirma que vai manter o fechamento de atividades das 20h às 5h até 30 de março. A novidade é que essa regra vai vigorar por mais tempo, mas nos finais de semana (sexta, sábado e domingo), durante todo o mês de abril.
O Governo do Estado também vai anunciar linhas de crédito para pessoas físicas e jurídicas no Banrisul, Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e Badesul.

*Com informações da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul