Com mais oito mortes, RS registra 53 óbitos por dengue e mais de 37 mil casos em 2022

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A Secretaria da Saúde (SES) atualizou nesta quarta-feira (8) os dados de dengue no Estado: são mais oito mortes pela doença no ano. O total passa para 53 óbitos entre os mais de 37 mil casos registrados (entre autóctones, ocorridos dentro do RS, e importados). A secretaria alerta que a prevenção deve ser feita eliminando locais com água parada, onde o mosquito transmissor, o Aedes aegypti, se reproduz.

Por uma instabilidade na exportação dos dados do sistema de notificação federal (Sinan), os números no Estado estavam sem atualização desde o dia 31 de maio, por isso o aumento nesta quantidade. Os últimos óbitos registrados foram confirmados em residentes de Horizontina, Novo Hamburgo (três óbitos), Parobé, São Leopoldo (dois óbitos) e Seberi.

Hospitalizações

O painel da SES, em dengue.saude.rs.gov.br, traz essas e mais outras informações sobre a doença no Estado. Entre os dados monitorados estão os números de pessoas hospitalizadas no momento em virtude da dengue. Pelo acompanhamento, 50 pessoas estão neste momento internadas, sendo oito delas em leitos de UTI (seis adultos e duas crianças).

Sobre a dengue

Doença febril aguda, que pode apresentar um amplo espectro clínico: enquanto a maioria dos pacientes se recupera após evolução clínica leve e autolimitada, uma pequena parte progride para doença grave.

Todas as faixas etárias são igualmente suscetíveis à doença, porém as pessoas mais velhas e aquelas que possuem doenças crônicas, como diabetes e hipertensão arterial, têm maior risco de evoluir para casos graves e outras complicações que podem levar à morte.

Normalmente, a primeira manifestação da dengue é a febre alta (maior que 38°C), de início abrupto, que geralmente dura de 2 a 7 dias, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, além de prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, e manchas vermelhas na pele. Também podem acontecer erupções e coceira na pele.

Os sinais de alarme são assim chamados por sinalizarem o extravasamento de plasma e/ou hemorragias que podem levar o paciente a choque grave e óbito. A forma grave da doença inclui dor abdominal intensa e contínua, náuseas, vômitos persistentes e sangramento de mucosas.

Fonte: Jornal O Sul

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