Cresce a taxa de ocupação de leitos de UTI para Covid-19, diz Fiocruz

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Paciente com Covid é tratado em UTI de hospital de São Paulo Amanda Perobelli/Reuters

A ocupação de leitos de terapia intensiva para adultos, voltados para Covid-19, registrou aumento no país, de acordo com Nota Técnica do Observatório Covid-19, da Fiocruz, divulgada nesta quinta-feira (3).

Ao todo, 13 estados apresentaram crescimento na taxa pelo Sistema Único de Saúde (SUS), na semana entre 24 e 31 de janeiro. Nove estados estão na zona de alerta crítico, com indicadores superiores a 80%.

O estudo não leva em conta números de São Paulo e do Espírito Santo, que não foram divulgados. Os pesquisadores alertam para o que chamam de interiorização da variante Ômicron no país. Isto é, quando a doença migra dos grandes centros para as cidades menos populosas.

“O comportamento das taxas de ocupação em estados e capitais parece apontar para a interiorização de casos de Covid-19 pela variante Ômicron. Algumas capitais já apresentam mais estabilidade ou mesmo queda nas suas taxas, enquanto as taxas dos estados crescem expressivamente”, diz parte do texto.

Capitais

Entre as 25 capitais que divulgaram os números de leitos ocupados, 13 estão em zona de alerta crítico. Outras nove em situação intermediária e apenas oito estão fora dos dois cenários mais perigosos.

“Algumas capitais já apresentam mais estabilidade ou mesmo queda nas suas taxas, enquanto as taxas dos estados crescem expressivamente”, destaca um trecho do documento.

Apesar da alta nos indicadores, a Fiocruz explica que o panorama não é o mesmo enfrentado entre março e junho de 2021. De acordo com a fundação, esse foi o período mais crítico da pandemia.

“De fato, mesmo com o acréscimo de leitos observados nas últimas semanas, ainda é bem menor a disponibilidade de leitos”, diz o documento.

Ainda que seja uma situação menos preocupante, o observatório chama a atenção para a alta. “O crescimento nas taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19 para adultos no SUS é preocupante, principalmente frente às baixas coberturas vacinais em diversas áreas do país, onde os recursos assistenciais são mais precários”, justificam o pesquisadores.

Os estudiosos lembram que uma parcela considerável da população ainda não recebeu a dose de reforço contra o coronavírus.

Eles explicam que os não vacinados são os mais suscetíveis às formas mais graves da infecção, com a Ômicron, mesmo com probabilidade menor de desenvolvimento de quadros graves.

Fonte: CNN Brasil