Faltam mais de 432 mil doses da CoronaVac em todo o Rio Grande do Sul

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Com a dificuldade de produção das vacinas pelo Instituto Butantan, faltam neste momento mais de 432 mil doses da CoronaVac no Rio Grande do Sul. A informação é da Secretaria Estadual da Saúde.

Deste total, faltam 8.690 doses para concluir o esquema vacinal de idosos que receberam doses da remessa distribuída no dia 20 de março.

Há também a necessidade de 223.400 doses para a 2ª dose dos vacinados com a remessa distribuída no dia 26 de março.

E, na sexta-feira passada (30 de abril), venceu o intervalo de 28 dias de mais 200.840 doses distribuídas no dia 2 de abril.

Conforme o presidente do Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Rio Grande do Sul (Cosems/RS), Maicon Lemos, atualmente todos os municípios gaúchos estão com falta de vacinas da CoronaVac e precisaram suspender a imunização.

Em Panambi, faltaram no total 1.406. O município recebeu 100 doses no início desta semana e as utilizou para aplicar a 2ª dose em idosos de 68 anos vacinados no dia 30 de março.

Neste sábado (8/5), o Rio Grande do Sul receberá 63.600 doses de Coronavac. Esta quantidade, entretanto, representa apenas 14,6% do total que o estado precisa receber. Ainda não foi divulgado a quantidade de doses por município, nem os grupos que a receberão.

“Podem faltar vacinas”

Em coletiva de imprensa, realizada nesta quinta-feira (6/5), o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou que a produção de vacinas da CoronaVac pode ser interrompida temporariamente a partir da metade de maio.

“Até o dia 14 os cinco milhões de doses restantes, produzidas com o IFA [ingrediente farmacêutico ativo] entregue anteriormente e após isso, não temos mais matéria prima para processar. Vai faltar. Pode faltar? Pode faltar”, afirmou.

Mais tarde, o instituto divulgou a seguinte nota:

“Todas as 46 milhões de doses relativas ao primeiro contrato entre o Butantan e o Ministério da Saúde serão completadas até a próxima quarta (12). Depois, o Butantan inicia a entrega de mais 54 milhões de doses até o dia 30 de agosto, totalizando 100 milhões de unidades contratadas até agora para a campanha contra a COVID-19 em âmbito nacional. 

As novas doses são produzidas a partir de 3 mil litros de insumos recebidos no dia 19 de abril. A matéria-prima passou pelo envase, rotulagem, embalagem e inspeção de qualidade no complexo fabril na capital paulista.

A direção do Butantan está em tratativas com a biofarmacêutica chinesa Sinovac, para a chegada de mais um carregamento de matéria-prima. A expectativa é que a nova carga seja enviada ao Brasil até o próximo dia 15.”

Falta de insumos

Conforme reportagem exclusiva da SB Comunicações, um dos fatores que comprometeu a distribuição de mais doses da vacina produzida pelo Instituto Butantan foi a demora da chegada de insumos da China. “Tivemos a informação nesta última semana, emitida pelo próprio Ministério da Saúde, que as vacinas previstas para chegar em abril e maio não serão entregues na totalidade devido à problemas nos insumos necessários para a produção da vacina, entre eles o IFA [Ingrediente Farmacêutico Ativo], importado na sua grande maioria da China“, explica Maicon Lemos.

Diante deste cenário, o presidente do Cosems acredita que serão necessárias mais de duas remessas para suprir esta falta de vacinas.

O Instituto Butantan apresenta uma produção bastante grande. Porém, a dificuldade de conseguir insumo coloca toda a produção em situação de pouca quantidade para envase. Então, com esse problema no abastecimento da IFA, teremos uma redução na produção em torno de 30%. E isso acaba impossibilitando que todo o quantitativo que o Rio Grande do Sul e os demais estados brasileiros necessitam seja remetido de uma única vez“, concluiu.