Homem com tatuagens nazistas é expulso de estádio por torcida do Brasil de Pelotas

0
95

Clube se manifestou exaltando postura dos apoiadores do Xavante

Um torcedor do Brasil de Pelotas foi expulso do estádio Bento Freitas, que recebia o Novo Hamburgo, neste domingo, por ter tatuagens que remetiam ao nazismo: uma Cruz de Ferro, condecoração militar adotada pelo Terceiro Reich durante o regime nazista, e o lema “Mein Kampf”, título em alemão do livro “Minha Luta”, escrito por Adolf Hitler.

Imagens e vídeos do homem, sem camiseta e com as tatuagens expostas, circularam nesta tarde de segunda-feira, nas redes sociais. A assessoria de imprensa do Brasil de Pelotas informou que o homem foi expulso do estádio por ação dos próprios torcedores. Ele precisou ser escoltado por policiais até sua saída com seguranças do Bento Freitas. O clube informou ainda não saber a identidade do homem.

Em nota através de suas redes sociais, o Brasil de Pelotas se posicionou diante do ocorrido: “Graças a gerações de xavantes que ao longo de 110 anos nos trouxeram até aqui, o Brasil tem na própria história um instrumento contra qualquer discurso ou ato de discriminação.”

“É por essa consciência histórica que aqueles, que se sentem representados pelos discursos de ódio infelizmente cada vez mais comuns, são e sempre serão repelidos da Baixada. Quem diz isso não é só o clube, como instituição. É a nossa torcida, que sabe reconhecer ao longe quem não tem dignidade para se dizer Xavante”, concluiu a nota.

No Brasil, previsto no artigo 20, § 1º, da Lei 7.716/89, alterada pela Lei 9.459/97, “fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo.”

Ao final, a partida entre Brasil e Novo Hamburgo, válido pela primeira fase do Campeonato Gaúcho terminou com o empate, em 1 a 1, entre as equipes.

Veja a nota na íntegra:

Graças a gerações de xavantes que ao longo de 110 anos nos trouxeram até aqui, o Brasil tem na própria história um instrumento contra qualquer discurso ou ato de discriminação.

O amor aos muitos que somos é parte da beleza do clube.

É por essa consciência histórica que aqueles, que se sentem representados pelos discursos de ódio infelizmente cada vez mais comuns, são e sempre serão repelidos da Baixada.

Quem diz isso não é só o clube, como instituição.

É a nossa torcida, que sabe reconhecer ao longe quem não tem dignidade para se dizer Xavante.

Fonte: Correio do Povo