Juiz nega demonstração de uso de sinalizador durante o júri dos réus do incêndio na Boate Kiss

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O incêndio na Boate Kiss deixou 242 mortos em Santa Maria

O juiz Orlando Faccini Neto, que presidirá o júri dos réus da tragédia na Boate Kiss, negou o uso de artefatos pirotécnicos durante o julgamento, que começará no dia 1° de dezembro. O pedido havia sido feito pela defesa de Luciano Bonilha Leão para que pudesse demonstrar, na área externa do Foro Central I, na Capital, o funcionamento de um sinalizador.

De acordo com a acusação, o produtor musical da banda Gurizada Fandangueira teria sido o responsável pela compra e acionamento do material durante o show que o grupo realizava no palco da Boate Kiss, em Santa Maria, em 27 de janeiro de 2013. As centelhas atingiram a espuma que revestia o teto, que pegou fogo. O incêndio causou a morte de 242 pessoas e deixou mais de 600 feridos.

O Núcleo de Inteligência do Judiciário havia se manifestado contrário à reprodução, por questões de segurança. Na sua decisão, o juiz corroborou o parecer do núcleo e entendeu que não está evidente a necessidade da prova. “Máxime num caso com as singularidades do presente, arriscar, por mínimo que seja, a segurança dos jurados, das partes ou dos demais intervenientes, mostra-se incompatível com qualquer visão que se possa adotar acerca da plenitude de defesa”, considerou o magistrado.

Além disso, o julgador ressaltou que as reconstituições de fatos havidos como crimes são usuais na fase de investigação, mediadas pela autoridade policial. “A pretensão de realizar algo similar no momento derradeiro do processo esbarraria na própria dimensão temporal da medida”, disse Faccini.

Jurados

Tendo em vista que não houve acordo entre as partes, não acontecerá o sorteio de dois jurados suplentes para o Conselho de Sentença. O magistrado permitiu a substituição da vítima Fernanda Buriol Londero, que faleceu, a pedido do Ministério Público.

Fonte: Rede Pampa