Panambi registrou 91 mortes no trânsito entre 2010 e 2019

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Em uma década, 91 pessoas perderam a vida em acidentes de trânsito em Panambi. É o que aponta um levantamento feito pelo Departamento de Trânsito do Rio Grande do Sul (DetranRS) para mapear riscos de fatalidades nas estradas.

No período de 2010 a 2019, o ano “mais violento no trânsito” foi 2010. Ao todo, 17 pessoas morreram. Já 2017 apresentou os menores índices, no qual apenas um acidente fatal foi registrado com apenas uma vítima.

A maioria dos acidentes com morte foram em decorrência de colisões frontais – 35,5% ao todo – e colisões laterais, 18%. Mais da metade deles, 54%, ocorreram no período da noite ou da madrugada.

Em relação ao dia da semana dos acidentes, os finais de semana correspondem a 43% dos acidentes fatais analisados. Foram 33 acidentes que resultaram em 43 mortes, sendo que 73% destes ocorreram nas noites e madrugadas de sábados e domingos. Ainda se destacam as segundas-feiras e sextas-feiras, dias em que foram registrados 28 acidentes fatais (37% do total).

A BR-285 e a BR-158 concentraram 68% dos acidentes com mortes. Ao todo, foram 48 acidentes com 61 vítimas.

Já nas vias municipais, ocorreram 28 acidentes com morte. O destaque é a Avenida Presidente Kennedy, onde ocorreram 13 mortes, o que representa 16% do total de acidentes e 43% do total de acidentes fatais ocorridos em vias municipais.

A quantidade de acidentes fez com que a cidade ficasse no 43º lugar no ranking de acidentes fatais em vias municipais entre o período de 2010 a 2019, conforme os dados do Detran.

Além disso, o levantamento que 32% das mortes – ou seja, 9 – são atropelamentos.

Entre os tipos de veículo envolvidos em acidentes fatais, o DetranRS concluiu a partir dos dados que 21% tiveram o envolvimento de motocicletas, o mesmo percentual apresentado pelos caminhões.

Perfil das vítimas

Das 91 pessoas mortas em acidentes de trânsito no período analisado, 61 (ou seja, 67%) eram homens. Conforme o levantamento, 75% estavam conduzindo o veículo no momento do acidente.

Entre as 30 mulheres que faleceram, 60% eram passageiras e 27% pedestres.

Em relação à faixa etária, destaca-se a dos jovens com idade entre os 21 e 29 anos, correspondendo a 31% das mortes. Já os idosos correspondem a 20% dos óbitos e os adultos com idade entre 30 e 39 anos representam 16%.

Os pedestres correspondem a 14% das vítimas mortas em dez anos. Destes, 69% eram idosos.

Já os ocupantes de veículos quatro rodas (todos os tipos) representam 64% dos óbitos: foram 35 motoristas e 23 passageiros. Entre os condutores, 69% tinham entre 21 e 39 anos e 11% eram idosos com mais de 60 anos.

Quanto os ocupantes de motocicletas são 20% do total de vítimas fatais no período analisado:13 motociclistas e 5 caronas. Dados mostram que 46% dos motociclistas eram jovens com idade entre 18 e 29 anos.

Em uma década, dois ciclistas morreram, uma criança e um jovem.

Acidentes com lesão

O levantamento do Detran/RS também apontou que 231 acidentes com lesão envolvendo 392 veículos ocorreram entre 2017 e 2019. Ao todo, foram 461 pessoas feridas.

Em 2017, foram 88 acidentes. No ano seguinte, 2018, 73. Já em 2019, 70.

Entre as 461 vítimas, 112 (24,3%) precisaram ser hospitalizadas.

O ano que mais houve feridos foi 2017, 175 ao todo. Em 2018 foram 144 e em 2019 142.

Mais da metade dos feridos, 69,8% (ou seja, 322), são homens. Já o percentual de mulheres é de 30,2% (139).

Em relação a faixa etária, a com maior número de feridos é de jovens com idade entre 20 e 30 anos, 139 ao todo.