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Policiais que colocaram sacola na cabeça de mulher viram réus por tortura, roubo e ameaça no RS

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Crime foi cometido em Novo Hamburgo e registrado em vídeo. Policiais militares (PMs) estão presos e podem ser expulsos da Brigada Militar (BM).

Os dois policiais militares (PMs) que foram flagrados colocando uma sacola plástica na cabeça de uma mulher durante uma abordagem em Novo Hamburgo, na Região Metropolitana de Porto Alegre, se tornaram réus na Justiça pelos crimes de tortura, ameaça e roubo. Com isso, os soldados João Victor Alves Viana e Leanderson Alves da Silva começam a ser julgados.

O advogado Jair Canalle, que representa Leanderson, informou ao g1 que, assim que o cliente for citado pessoalmente, “apresentará a resposta à acusação nos termos da legislação processual militar”.

A reportagem não obteve retorno da defesa de João Victor Alves Viana até a última atualização desta reportagem.

Para a promotora Anelise Haertel Grehs, responsável pela denúncia feita pelo Ministério Público (MP), e que foi aceita pela Justiça, “os PMs constrangeram o casal com emprego de violência e grave ameaça exercida com uma pistola, causando sofrimento físico e mental, com o fim de obter informação”.

Os dois PMs eram lotados no 3º Batalhão de Polícia Militar (3º BPM) e estão presos desde quarta-feira (4). O MP pede também que seja decretada a perda do cargo dos policiais militares e a interdição para o exercício da profissão pelo dobro do prazo das penas aplicadas.

Indiciamento militar

No dia 6 de janeiro, a Brigada Militar (BM) indiciou os dois soldados por tortura e extorsão. A BM determinou abertura de procedimento para exclusão dos policiais da corporação.

Após análise do caso, a corregedoria-geral identificou mais de 10 transgressões disciplinares cometidas pelos PMs, especialmente violações sobre Direitos Humanos e ao manual de abordagem.

O indiciamento por tortura se deu porque, além da sacola colocada na cabeça, a mulher relatou que ela e o marido foram agredidos e ameaçados pelos policiais. O indiciamento por extorsão ocorreu em razão da vítima ter relatado que os PMs levaram R$ 250 do bar em que ocorreu a abordagem.

Entenda

De acordo com a denúncia do MP feita à Justiça, em 1º de janeiro, a mulher e o marido estavam com dois amigos em frente a um bar no bairro São José, em Novo Hamburgo, quando foram abordados pelos réus que, apontando uma arma de fogo para eles, fizeram uma revista e mandaram eles entrarem no estabelecimento.

Em seguida, os dois amigos foram liberados, mas o casal ficou preso no local junto com os PMs. Eles estariam procurando por drogas, dinheiro e obrigaram o casal a se deitar no chão. Nesse momento, o casal teria sido ameaçado. “Melhor tu falar, se nós achar, tu vai apanhar”, teria dito um dos PMs.

Após, o marido da mulher teria sido algemado pelos réus, colocado de joelhos, agredido e asfixiado com um saco plástico enquanto os PMs faziam perguntas sobre a localização de drogas e de dinheiro. Quando o homem estava quase desmaiando, os PMs teriam tirado o saco plástico da cabeça dele, insistindo nas perguntas sobre drogas e dinheiro. Depois, os réus teriam feito a mesma coisa com a mulher que é vista no vídeo.

Os réus teriam percebido nesse momento que alguém estava filmando a tortura e saíram correndo do local, deixando uma pistola e um colete balístico em cima de uma mesa, mas levando bebidas e R$ 250 em dinheiro.

Os policiais teriam voltado ao estabelecimento comercial depois para pegar a pistola e o colete balístico. As vítimas da tortura teriam sido ameaçadas e agredidas novamente. “Se o vídeo vazar, vocês estão mortos”, teria dito um dos PMs.

No entendimento do MP, “a ameaça foi motivada por fato referente a serviço de natureza militar, já que teve como mote impedir a divulgação do vídeo em que registrada parte dos atos delituosos antes praticados pelos réus”.

Fonte: G1

https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2023/01/12/policiais-que-colocaram-sacola-na-cabeca-de-mulher-viram-reus-por-tortura-roubo-e-ameaca-no-rs.ghtml

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PIRAPOENSE CONDENADO A 34 ANOS DE CADEIA

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Justiça condena a 34 anos de prisão homem acusado de estuprar e assassinar mulher em Caxias do Sul

Naiara Ketlin Pereira Maricá, de 18 anos, foi morta em 2023 após festa de ano-novo por homem que se ofereceu para acompanhá-la até em casa. Condenado está preso.

A Justiça do Rio Grande do Sul condenou a 34 anos de prisão Ricardo Silveira Sebastiany pelo estupro e assassinato de Naiara Ketlin Pereira Maricá, de 18 anos, em Caxias do Sul, na Serra. O caso ocorreu em 1º de janeiro de 2023.

A Defensoria Pública do Estado, responsável pela defesa de Sebastiany, disse que “vai se manifestar apenas nos autos do processo”. A pena deve ser cumprida em regime fechado. O condenado está na Penitenciária Estadual de Bento Gonçalves.

De acordo com o Ministério Público (MP), a investigação policial do caso começou na manhã do dia 1º, quando a mãe de Naiana encontrou ela morta dentro da casa que morava no bairro Esplanada. No corpo, havia ferimentos que sugeriam terem sido causados por faca e também sinais que remetiam a violência sexual.

A Polícia Civil descobriu que Naiara havia saído na noite anterior para festejar o ano-novo com amigos, mas passou mal e decidiu voltar para casa. Sebastiany estava junto com o grupo e se ofereceu para acompanhá-la. Os dois não se conheciam antes.

Imagens de câmeras de segurança ajudaram a polícia a identificar Sebastiany. Nos registros, ele é visto caminhando com Naiara. Essa teria sido a última vez que ela é vista com vida.

Fonte: G1 RS

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Brigada Militar prende dupla por tráfico de drogas em Veranópolis

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No fim da tarde da sexta-feira, 1º de março, a Brigada Militar, através da Força Tática, prendeu um homem de 19 e outro 50 anos pelo crime de tráfico de drogas, em Veranópolis.

A prisão aconteceu no bairro Santa Lúcia, onde após uma abordagem a dois veículos, foi localizada 01 porção de cocaína, pesando 55 gramas, 01 balança de precisão, R$ 1.260,00, 02 telefones celulares, restando também dois automóveis Gol apreendidos, os quais eram utilizados para transporte de drogas.

Diante dos fatos, os homens foram encaminhados à Delegacia de Polícia para lavratura do auto de prisão em flagrante, por tráfico de drogas e, posterior, conduzidos ao Presídio Estadual de Nova Prata, onde ficarão a disposição da justiça.

Fonte: Comunicação Social do 3º BPAT

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Casal acusado pelo MPRS é condenado por estupro de três filhas, em Viamão

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O Poder Judiciário de Viamão condenou um casal pelo estupro de três filhas. Os crimes ocorreram mediante ameaças desde quando as jovens tinham, pelo menos uma delas, seis anos de idade. Uma delas sofreu abusos ainda antes do ano de 2009.

O pai das vítimas recebeu uma pena de 52 anos de prisão e mãe de 40 anos de reclusão. O cumprimento inicial da pena é em regime fechado.

Acusados pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) em 2017, os réus foram condenados no dia 22 de fevereiro deste ano na 1ª Vara Criminal do município da Região Metropolitana.

De acordo com a promotora de Justiça Bárbara Pinto e Silva, as condenações foram por quatro fatos criminosos envolvendo estupro de vulnerável e estupro qualificado.

Conforme a investigação, o fato só foi descoberto porque uma das jovens fez um desabafo com uma colega. Além dos abusos sexuais cometidos pelo pai delas, a mãe era conivente e ainda ameaçava, pelo menos uma das filhas, sobre o risco do pai ser preso.

A mulher também orientava as jovens a mentirem em depoimentos para as autoridades. Duas delas ainda tiveram de fugir de casa para não sofrerem mais com a violência sexual.

Fonte: Ministério Público do RS

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