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Previsão do Tempo: Confira o que esperar do clima no mês de abril

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Foto: Carline Horst - SB Comunicações

Mês tradicionalmente de temperatura mais agradável e de meia estação é central do outono e será mais quente neste ano.

Abril tem um clima já típico de outono ao passo que março, que está terminado, e que marca o início da estação das folhas, ainda guarda mais características de verão. Por isso, dias de calor são comuns em março enquanto em abril são menos frequentes, embora ainda ocorram. 

Os dias com madrugadas amenas ou frias também aumentam em abril pela climatologia e em alguns anos ocorrem até episódios de frio muito intenso. Em 1999, por exemplo, chegou a nevar no começo da segunda quinzena de abril por conta de uma intensa massa de ar frio associada a um poderoso ciclone que trouxe enorme ressaca e danos na costa gaúcha. 

Outra característica do mês de abril é o aumento da frequência de dias com registro de nevoeiro e neblina entre a madrugada e o período da manhã à medida que cresce o número de madrugadas de temperatura mais baixa. Em algumas ocasiões, o nevoeiro pode ser denso e perdurar por várias horas. 

Abril em 2022 vai transcorrer sob condição oficialmente de neutralidade no Oceano Pacífico após três anos com La Niña, mas no Pacífico Leste já se instala um evento de El Niño costeiro com enorme aquecimento das águas nos litorais do Peru e do Equador. 

De acordo com o último boletim da Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera (NOAA), dos Estados Unidos, a anomalia de temperatura da superfície do mar era de 0,0ºC na denominada região Niño 3.4, no Pacífico Equatorial Central, que é usada oficialmente para definir se há El Niño ou La Niña. O valor está na neutralidade absoluta faixa neutra de -0,4ºC a +0,4ºC. 

Por outro lado, a região Niño 1+2, perto das costas do Equador e do Peru, que costuma impactar as precipitações e a temperatura no Sul do Brasil em qualquer época do ano, estava com anomalia de +2,0ºC, portanto em nível de El Niño costeiro forte a muito forte como não se via desde 2017 nesta época do ano. 

MÊS DE CLIMA DE “MEIA ESTAÇÃO” 

Em nenhum mês do ano a expressão “clima de meia estação” costuma ser tão verdadeira quanto em abril. Março ainda tem muitos dias de calor e maio já costuma registrar algumas jornadas gélidas. Com efeito, na primavera, setembro tem extremos de frio e calor enquanto outubro não raro apresenta dias muito quentes e alta incidência de temporais. 

Assim, abril é o mês do ano em que o padrão de temperatura é o menos extremado entre todos os meses do ano. Dias de muito frio ou de muito calor são muito menos comuns que em qualquer outro mês do calendário. Portanto, o predomínio é de dias agradáveis e isso determina que muita gente goste desta época do ano. 

Porto Alegre, por exemplo, tem em abril médias históricas de temperatura que oferecem um grande conforto térmico. A temperatura média mensal era de 20,1ºC na série 1961-1990 e subiu para 20,5ºC nas normais do período 1991-2020. A mínima média na série 1961-1990 foi de 16,3ºC ao passo que no intervalo 1991-2020 se elevou para 16,8ºC. 

A máxima média em Porto Alegre nas normais 1961-1990 foi de 25,0ºC e nas normais 1961-1990 se elevou para 26,4ºC. Assim, abril ficou mais quente nos últimos 30 anos na capital gaúcha, o que acompanha uma tendência de grande parte do mundo que se tornou mais quente durante as últimas décadas. 

ABRIL NÃO COSTUMA TER EXTREMOS DE CHUVA 

O Rio Grande do Sul não tem uma estação seca ou chuvosa como ocorre no Brasil Central, Amazônia ou parte do Nordeste. Entre o mês mais chuvoso e o menos chuvoso as médias de precipitação não variam muito. 

Com efeito, abril e maio costumavam ser os meses com as menores médias de precipitação do ano. No caso de Porto Alegre, a média histórica de chuva de abril na série 1961-1990 era de apenas 86,1 mm. Nas normais 1991-2020, a média mensal de precipitação na capital gaúcha se elevou para 114,4 mm. 

Com isso, abril que na série 1961-1990 era o mês menos chuvoso do ano passou a ser o sexto menos chuvoso do calendário. Portanto, abril é um mês que, historicamente, era menos chuvoso e que nas últimas três décadas experimentou um aumento nos índices de precipitação. Mesmo assim, muitos dias de abril tendem a ser mais luminosos com a maior presença do sol. 

Paradoxalmente, a maior enchente ocorrida em Porto Alegre, no ano de 1941, se deu pelo volume extraordinário de chuva que ocorreu em abril daquele ano. Ocorre que em 1941 atuava um episódio fortíssimo de El Niño, um dos mais intensos da história e com valores extraordinários da Oscilação Decadal do Pacífico (PDO). No começo de 1941, os dados da NOAA indicam que a PDO atingiu quase +3 enquanto no começo de 2023 era de -1,7. 

O QUE ESPERAR DA CHUVA EM ABRIL 

A maioria esmagadora dos modelos de clima analisados pela MetSul Meteorologia indica que o mês que começa não será muito chuvoso. Ao contrário, quase todos indicam um abril de chuva abaixo da média na maior parte do Centro-Sul do Brasil. 

A sinalização do CFS é de um mês com chuva abaixo das normais históricas na maior parte do Centro-Sul do Brasil. Sinalização semelhante se dá pelo NMME (North American Multi-Model Ensemble), que reúne modelos de clima norte-americanos e canadenses. 

Embora a maioria dos modelos indique um abril seco quase generalizado no Sul do Brasil, este não é o prognóstico da MetSul. Tal como já ocorreu em março, quando modelos projetavam chuva abaixo da média em praticamente toda a região, e o mês termina com áreas em que a precipitação está acima da média, a nossa previsão é que o mês registre chuva próxima ou acima da média em pontos do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. 

A chuva terá variabilidade regional no Sul do Brasil com precipitação abaixo, perto e acima da média dependendo da área de cada estado. Setores mais ao Sul do Rio Grande do Sul e ao Norte do Paraná têm maior probabilidade de chuva abaixo da média. Pontos do Leste catarinense e da Metade Norte gaúcha têm maior chance de chuva superior à média. 

No Sudeste do Brasil, áreas perto da costa em São Paulo e o Rio de Janeiro podem ter chuva acima da média pelo maior transporte de umidade do oceano, mas, no geral, grande parte do Sudeste terá um mês de abril com precipitação abaixo da climatologia histórica. 

E A TEMPERATURA? 

Há um razoável consenso entre os modelos de clima que este mês não será marcado por grandes extremos. O que os dados mostram é uma tendência de predomínio de dias com temperatura agradável, o que não impede que em alguns faça calor. O que não aparece nas projeções no caso do Sul do Brasil são períodos prolongados de calor e excessivo. 

No Brasil Central, a tendência é de temperatura acima a muito acima da média com reflexos em muitas áreas do Sudeste e do Centro-Oeste. Espera-se, assim, um mês com temperatura acima dos padrões históricos em grande parte do Centro-Sul do Brasil. 

No caso do Sul do Brasil, na segunda quinzena de abril se espera que ar mais ameno a frio atue em maior número de dias na região, mas por ora nenhum dado sinaliza uma incursão de ar frio de maior intensidade. Com isso, a primeira quinzena deve ter maior número de dias quentes e a segunda uma maior frequência de jornadas amenas ou agradáveis. 

Fonte: RD Foco

Foto: Carline Horst – SB Comunicações

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MPRS ACOMPANHA TRABALHO NO ABRIGO MUNICIPAL DE ANIMAIS MONTADO NO ANTIGO BIG/CARREFOUR

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O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), por meio do promotor de Justiça Ricardo Schinestsck Rodrigues visitou nesta segunda-feira, 27 de maio, o abrigo de animais de gestão do Município de São Leopoldo localizado no antigo BIG/Carrefour.

Acompanhada da secretária municipal interina de Proteção Animal, Thais Calvi Arend, a visita teve como objetivo atualizar a situação de abrigamento de animais no local e as ações da Secretaria diante da inundação, que atingiu 80% do município.

Conforme Schinestsck, que acompanha o abrigo desde os primeiros dias, o local está prestando serviço de forma adequada, considerando a situação de calamidade vivenciada. “O MP tem trabalhado de maneira dialogada e colaborativa junto ao poder público na gestão das ações voltadas às políticas públicas de amparo aos animais atingidos pela enchente”, disse o promotor.

A secretária destacou que as prioridades da gestão municipal com relação ao abrigo são garantir a integridade e o bem-estar dos animais, a saúde dos voluntários, a saúde pública, a prevenção de zoonoses e melhorias da infraestrutura interna.

De acordo com o Município, o abrigo, até o momento, recebeu cerca de 1,6 mil animais, cujo protocolo de entrada inclui vacina anti-rábica, polivalente e microchipagem.
Fotos: Prefeitura de São Leopoldo

Fonte: MPRS

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CBF confirma volta do Brasileirão; clubes gaúchos poderão inverter mandos do 1º turno

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A CBF confirmou, em seu site nesta segunda-feira (27), que o Campeonato Brasileiro será retomado a partir de sábado (1º), com os jogos da 7ª rodada. Além do retorno, a entidade ratificou a data final da última rodada e anunciou uma medida importante visando os clubes gaúchos.

Em reunião na sede da entidade, ficou acordado que Grêmio, Internacional e Juventude, afetados pela tragédia climática que atingiu o estado, poderão inverter seus mandos de campo no primeiro turno. A troca precisa ter a aprovação dos adversários para que seja ratificada.

Pegando como exemplo Internacional x Corinthians, com mando colorado, previamente marcado para 19 de junho, o jogo poderá ser realizado na Arena do Timão caso as duas equipes cheguem a um acordo.

“Conseguimos consensuar decisões que envolvem o restante do campeonato, o calendário, o apoio da CBF, e, principalmente, os clubes do Rio Grande do Sul, que sofrem hoje com essa catástrofe climática. Esses acordos nos dão uma segurança e uma previsibilidade de trabalho”, disse Alexandre Barcellos, presidente do Internacional.

Outro anúncio feito pela CBF durante a reunião foi a data final do Brasileirão. De acordo com a entidade, a competição será encerrada no dia 8 de dezembro, como previsto no início da temporada. Com isso, a entidade não pretende “esticar” a competição no final do ano para ajustar jogos suspensos por conta da tragédia no RS. O Campeonato Brasileiro foi paralisado no dia 15 de maio, com a decisão da CBF de suspender duas rodadas, após pedido feito por 15 dos 20 clubes da Série A, em virtude das enchentes que atingiram Porto Alegre e demais cidades.

Fonte: CNN esportes

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Boletim econômico-tributário da Receita Estadual destaca impactos das enchentes na economia gaúcha

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A Receita Estadual divulgou, nesta terça-feira (28/5), a primeira edição de um boletim econômico-tributário semanal sobre os impactos das enchentes nas movimentações econômicas dos contribuintes do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços (ICMS) do Rio Grande do Sul. A iniciativa tem como objetivo ampliar a transparência e apoiar o processo de tomada de decisão para o enfrentamento dos impactos da crise no Estado. A primeira edição do boletim também teve colaboração da Receita Federal do Brasil (RFB) para obtenção dos dados relacionados às Notas Fiscais eletrônicas (NF-e).

A publicação apresenta dados que revelam os impactos das enchentes na realidade das empresas, na atividade econômica e na arrecadação do ICMS, principal imposto estadual. Além disso, constam também as principais medidas que estão sendo implementadas pela administração tributária gaúcha para mitigar os efeitos para os contribuintes e para a sociedade como um todo.

Conforme apurado, 91% dos 278 mil estabelecimentos contribuintes do ICMS existentes no Rio Grande do Sul estão situados em municípios em estado de calamidade pública ou em situação de emergência, conforme o Decreto 57.626/24. Em média, eles respondem por 93% da arrecadação e 90% das vendas entre empresas. A publicação indica ainda que 44 mil estabelecimentos (16% do total), responsáveis por 27% da arrecadação de ICMS no Estado, estão situados em áreas inundadas.

Quanto à atividade econômica, o valor das operações realizadas por empresas gaúchas mostra 15% de queda nos últimos sete dias em comparação ao mesmo período do mês anterior. A queda chegou a ser de 55% no pior momento da crise, em 7 de maio. O número de empresas que emitiram nota fiscal no Rio Grande do Sul apresenta 21% de queda nos últimos sete dias. O indicador chegou a mostrar redução de 32% no dia 7 de maio. Os dados são da quinta-feira (23/5) e foram obtidos em parceria com a RFB. O boletim também detalha os impactos nas vendas das indústrias por setor econômico e por região do Estado, além dos efeitos nas compras internas e interestaduais de cada setor.

Por fim, também ganha destaque o impacto na arrecadação de ICMS entre os dias 1º e 23 de maio de 2024. O valor projetado antes das enchentes era de R$ 3,02 bilhões para o período. Na prática, entretanto, foram arrecadados R$ 2,34 bilhões, ou seja, uma queda de R$ 680 milhões (-22,7%).

Medidas implementadas até o momento

A Secretaria da Fazenda (Sefaz) e a Receita Estadual monitoram permanentemente as necessidades e buscam soluções para mitigar os impactos e atender aos contribuintes durante o período de calamidade, bem como para facilitar a recuperação das empresas que foram mais severamente impactadas pelos alagamentos e deslizamentos, registrados em diferentes regiões gaúchas. Entre as ações, estão a criação de novas formas de comunicação e atendimento, soluções de contorno para emissão ou dispensa dos documentos fiscais conforme a categoria do contribuinte, prorrogação de prazos de pagamento e entrega das declarações, prorrogação de prazos processuais e demais atos administrativos, inibição das negativações na Serasa, benefícios para aquisições de ativo imobilizado e estorno dos estoques e simplificações nos procedimentos de doações nacionais e internacionais.

Sobre o boletim

O Boletim Econômico-Tributário Unidos pelo Rio Grande avalia os efeitos das enchentes no comportamento da economia gaúcha, analisando como a crise climática pode impactar no equilíbrio fiscal e o que está sendo feito para mitigar os efeitos no Estado. Inicialmente, o documento será publicado com periodicidade semanal nos canais da Sefaz.

Texto: Ascom Sefaz Edição: Camila Cargnelutti/Secom

Fonte: GOV-RS

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