Eleições 2020 : como é calculado o coeficiente eleitoral para eleger vereadores

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Este ano, os eleitores irão decidir quem irá ocupar os assentos nas câmaras legislativas. Os eleitos serão responsáveis por elaborar, apreciar, alterar ou revogar leis da cidade, que podem surgir de dentro da Câmara ou vir direto do prefeito e até mesmo da sociedade.
De acordo com o chefe da 115ª Zona Eleitoral de Panambi, Maciel Gaspar Klock, neste ano, o número de candidatos para Câmara de Panambi é histórico: 147 candidatos, praticamente o dobro das eleições municipais de 2016 quando Panambi tinha 74 concorrentes a vereador. Um dos motivos desse alto número de candidatos é a proibição das coligações para eleições proporcionais.

Nas eleições municiais de 2016 Panambi tinha 537 eleitores a mais do que o pleito de 15 de novembro deste ano. Hoje, são 31.082 eleitores contra 31.619 eleitores em 2016. Naquele ano, 26.652 compareceram nas seções eleitorais para votar
Na hora da votação, os candidatos a vereador são escolhidos pelo sistema proporcional: primeiro são selecionados os partidos mais votados e, em seguida, os candidatos mais votados.

Maciel Klock cita como exemplo, se nas eleições de 15 de novembro, para vereador sejam registrados 26 mil votos válidos, o quociente eleitoral seria de 2 mil votos. O quociente é o número mínimo de votos que um partido deve ter para eleger um vereador na Cidade das Máquinas. Se a presença de eleitores for menor ou maior nas urnas, o quociente eleitoral também diminuiu ou aumenta, dividindo o número de votantes por 13.
Ainda de acordo com as novas regras da Reforma Eleitoral de 2015 que alteram, por exemplo, a forma de cálculo nas disputas proporcionais, para garantir uma cadeira na Câmara Municipal, o candidato precisa alcançar votação nominal mínima de ao menos 10% do quociente eleitoral, que é o resultado da divisão do número de votos válidos (sem brancos e nulos) pelo número de cadeiras em disputa.
O chefe da 115ª Zona Eleitoral de Panambi, explica que, o Código Eleitoral, em seu artigo 108, é claro. Estabelece que os candidatos só serão eleitos caso tenham obtido votos em número igual ou superior a 10% do quociente eleitoral, na ordem da votação nominal que cada um tenha recebido.
No caso de Panambi, caso se confirme a estimativa de que o quociente fique em torno de 2 mil votos, considerando hipoteticamente essa projeção, mesmo fazendo 2 mil e 500 votos o partido ficará sem vaga se o seu candidato mais votado não atingir 10% do quociente eleitoral que seriam 200 votos.
Depois disso, as vagas serão repartidas proporcionalmente à quantidade de votos que cada partido recebeu. Dentro do partido, as cadeiras são distribuídas pela ordem do mais votado para o menos votado.
Os partidos que não atingirem, na totalidade dos seus candidatos, o quociente não poderão ocupar nenhuma vaga.