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RS enfrenta falta de medicamentos para diversas doenças

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Há falta de dipirona (anti-inflamatória, analgésico e antitérmico) em 55,3% das cidades | Foto: Alina Souza / CP
Há falta de dipirona (anti-inflamatória, analgésico e antitérmico) em 55,3% das cidades | Foto: Alina Souza / CP

A situação da falta de medicamentos está complicada no Rio Grande do Sul. Há falta amoxicilina (antibiótico) em 65,2% dos municípios e dipirona (anti-inflamatória, analgésico e antitérmico) em 55,3%. Outros itens como dipirona injetável (36,6%), prednisolona (39,1%) utilizada no tratamento de alergias, distúrbios endócrinos e osteomusculares e doenças dermatológicas, reumatológicas, oftalmológicas e respiratórias, entre outras.

A azitromicina, aplicada para infecções respiratórias e as sexualmente transmissíveis, está em falta em 46,3% das cidades. Já o ambroxol, usado para expectoração, ou seja, ajuda na eliminação do catarro das vias respiratórias, alivia a tosse, desobstrui os brônquios em 37,3%. Em 58,1% dos municípios gaúchos, as gestões indicaram que a falta de medicamentos era de outra espécie e relataram – Carvedilol 12,5mg e 6,25mg, Folinato de cálcio 15 mg, Omeprazol 20mg – Sais para reidratação oral, Varfarina 5 mg, Gliclazida 30mg e 60 mg, Nitrofurantoína 100mg, Loratadina. 

Insumos 

Além da falta de medicamentos em serviços que cuidam das questões básicas ou menos complexas, a CNM quis saber se faltavam insumos, ou seja, seringas, gazes, agulhas, ataduras, que são materiais de uso e descarte que se relacionam com o cuidado de baixa complexidade. Na maioria dos municípios (71,2%) não faltam insumos . E em 26,4% há falta desses tipos de insumos.

Em 50,4% ocorre falta de medicamentos da lista especializada. Essa relação de medicamentos é recorrentemente comprada e distribuída pelos estados (secretarias estaduais de Saúde) aos municípios. Dependendo das características e morbidades presentes na população, esses medicamentos podem ser comprados diretamente pelas gestões municipais. Em 46% das cidades não foi indicada falta desse tipo de medicamento.

Algumas gestões apontaram faltam de Quetiapina, Desonida, medicamentos usados para tratamento de Leucemia e Câncer; Donepezila 10 mg, Sacubitril Valsartana 50 mg e 200 mg, Timolol 0,5%, Insulina Glulisina, Naltrexona, Neozine e Haldol, Crisapina; Rivastigmina; Latanoprost; Sulfadiazina; Seleginina; Lepeliza; Mesalazina; Galantamina; Rasagilina, Atorvastatina 80mg, entre outros.

Dentre a lista pré-indicada pela CNM, as respostas indicando falta de medicamentos: Noripurum 100mg (15,9%/33) usado para tratamento de anemia; Novamox 400mg (19,2%) usado para é um antibiótico indicado para tratamento de infecções bacterianas (causadas por bactérias) comuns; Infliximabe 100mg (19,2%) usado para tratar pacientes adultos e pediátricos com doença de Crohn; Adalimumabe (19,7%) destinado ao tratamento da artrite reumatoide grave, ativa e progressiva; Amicacina (13%) é um agente antibacteriano; Tocilizumabe (13,5%) usado para tratar a tratamento da artrite idiopática juvenil sistêmica (AIJ); Deposteron 200mg (12,5%6) indicado para reposição de testosterona em homens que apresentem hipogonadismo primário ou adquirido e finalmente a Leflunomida (12,5%) indicado para o tratamento da artrite reumatoide ativa.

Tempo sem medicamentos 

Outra preocupação que a CNM verificou junto das gestões foi o tempo de falta desses medicamentos e insumos. A maioria das gestões indicou que falta dos produtos se dá entre 30 e 90 dias (47,9%). Esse dado indica que o problema do desabastecimento não é algo pontual, muito pelo contrário, tornou-se crônico. Em 14,8% o desabastecimento acontece a mais de 90 dias.

Em apenas 16,9% dos municípios esse problema se apresenta a menos de 30 dias. Em 20,3% a questão não obteve resposta. Perante o cenário crônico de desabastecimento, a CNM indagou se os pacientes eram informados o motivo, situação da ausência de medicamentos e insumos. Nesse ponto 78,5% afirmam explicar aos pacientes o motivo da falta de medicamentos e insumos e apenas 1,7%  não fazem essa comunicação.

Apenas 11,4% têm previsão de normalização dos estoques em até 30 dias. Para a maioria (63,2%) não há previsão de normalização. Para 66,1% a estratégia para abastecimento ou solução a curto prazo para o desabastecimento de medicamentos e insumos foi a compra direta. Isso afeta as gestões pois, esse tipo de compra remete a realização de compras emergenciais.

Das prefeituras, 58,6% responderam que a compra emergencial para realizado para os insumos de responsabilidade do Município (lista básica de medicamentos e insumos). Para 30,8%  a compra emergencial envolveu insumos. A respeito das medidas não farmacológicas de enfrentamento a pandemia no âmbito do aumento de casos positivos, com aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda (Covid-19 ou outras), em apenas 14,5% dos municípios gaúchos o uso da máscara voltou a ser obrigatório em locais fechados.

Fonte: RD Foco

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