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Aluno de 15 anos esfaqueia professor após ser reprovado em SC

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Um aluno, de 15 anos, esfaqueou um professor de educação física na tarde dessa quinta-feira (22) após ser reprovado. O caso aconteceu em uma escola da rede estadual, localizada em Imaruí, no Sul catarinense.

Segundo a Polícia Militar, após o anúncio da reprovação, o aluno esperou o professor, de 29 anos, ficar de costas e cravou uma faca de serra. A lâmina ficou alojada na vítima. A agressão aconteceu por volta das 14h30.

Inicialmente, o professor foi conduzido para o Hospital de Imaruí e depois transferido para Tubarão, por meio do Saer/Sarasul (Serviço Aeromédico e Aero policial do Sul catarinense).

Conforme os socorristas, apesar do ferimento, a vítima apresentava  sinais vitais estáveis e chegou a ir caminhando para aeronave, mesmo com o artefato ainda introduzido em seu tórax.

De acordo com a PM, o professor não corre risco de morte. Já o adolescente foi apreendido e encaminhado junto com o pai para a delegacia de polícia.

Em nota, a SED (Secretaria de Estado da Educação) informou que está ciente do caso e que a unidade está tomando todas as medidas cabíveis. A pasta também destacou que repudia qualquer ato de violência dentro e fora das escolas da rede e preza pela segurança de toda a comunidade escolar.

Ainda na nota, a SED reforçou que a coordenadoria regional de Laguna conta com o Nepre (Núcleo de Educação e Prevenção às Violências nas escolas) e com uma equipe multiprofissional, de servidores da educação, psicólogos e assistentes sociais, que prestam apoio à comunidade escolar.

Fonte: ND Mais 

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Devastada pela água, Roca Sales vive entre migração e reconstrução

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O município de Roca Sales (RS) tenta se reconstruir em meio a uma onda de migração de quem não acredita mais na viabilidade da cidade, que fica às margens do Rio Taquari. O Vale do Taquari – região que abrange 36 municípios gaúchos – foi talvez a região mais afetada pelas enchentes que devastaram o estado em maio.

Agência Brasil visitou o município pouco mais de 50 dias após a maior catástrofe climática do estado e viu casarões completamente abandonados por moradores que temem em voltar a investir nas residências. O município já havia sofrido com uma grande enchente em setembro de 2023 e soma quatro enchentes no intervalo de 10 meses.

O policial civil Glauco Kummer, de 45 anos, lavava a moto no terraço de uma casa que perdeu boa parte do telhado. Ele contou que a água subiu 1 metro acima da residência que tem um andar, com cerca de 350 m² em cada piso.

“A outra [enchente] já tinha tapado o telhado, mas essa foi maior e arrancou todo o telhado fora, então o prejuízo é muito maior. Limpamos a casa, mas a expectativa de meu pai voltar é mínima. Aqui na frente mora meu tio, que não vai mais mexer na casa e já saiu da cidade. Está todo mundo muito abalado”, contou.

A água cobriu toda a casa de Glauco Kummer. Parentes estão deixando a cidade. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

Glauco disse que a família tem a casa há 42 anos e, antes de setembro do ano passado, nunca havia tido uma enchente que invadisse a residência.

Preços elevados

Outro problema enfrentado pelos moradores é o aumento dos preços dos terrenos, das casas e dos aluguéis após as enchentes. Segundo relato de moradores, o valor dos imóveis subiu entre 50% e 80%. De acordo com a prefeitura, 400 famílias seguem sem moradia.

A vendedora Júlia Almeida, de 20 anos, pensa em deixar Roca Sales.

“Não tem onde morar. Construir casa que está mais difícil agora porque você não acha locais onde não pega água. Além disso, o valor ficou mais caro. Meus pais moram de aluguel e nossa casa está sendo colocada a venda, vamos ter que sair”, relatou.

Em Roca Sales, quase toda a área urbana ficou embaixo d’água e a prefeitura defende transferir todo o centro, onde vivem cerca de 40% dos 10 mil habitantes da cidade, para um local mais alto.

O acesso à cidade, vindo de Porto Alegre, ainda está difícil por causa do desabamento de uma ponte. Nossa reportagem enfrentou engarrafamento de cerca de uma hora para atravessar uma ponte metálica onde só passa um carro por vez.

Reconstrução

Enquanto alguns querem migrar, outros moradores vão tentar reconstruir a cidade. A comerciante Raquel Lima, de 48 anos, estava limpando a loja para tentar reabri-la na próxima semana. Antes da enchente de setembro, a loja era de bijuteria, depois virou uma loja de sorvete, açaí e lanches.

“Estava começando a me reerguer, estava melhorando. Daí veio de novo essa enchente. Vamos ver agora porque foi bastante gente embora da cidade. Eu não vou desistir. Eu espero que melhore. Eu estou com bastante esperança que vai dar certo, que nós vamos conseguir se reerguer”, afirmou.

Raquel Lima preparando sua loja para reabertura. “Não vou desistir”. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

Os moradores que conversaram com a Agência Brasil elogiaram a economia da cidade, dizendo que ela tem emprego e oportunidades. O município é sede de indústrias como a gigante de frigoríficos JBS, a de calçados Beira Rio e a de couros Bom Retiro.

O presidente da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Roca Sales, Cléber Fernando dos Santos, explicou que as indústrias de médio e grande porte conseguiram retomar as atividades, ainda que parcialmente, uns 25 dias após a enchente. Porém, as pequenas e micro indústrias, comércios e serviços ainda encontram dificuldades.

“Algumas até agora não conseguiram retomar porque muitos tomaram empréstimos ou usaram aquela economia que tinham guardado e investiram após a enchente de setembro. Eles imaginaram que nunca mais iria acontecer algo dessa magnitude”, afirmou.

Cléber diz que esses comerciantes precisam de recursos a fundo perdido porque não conseguem tomar crédito por estarem endividados. “A gente está tendo um êxodo muito grande aqui. Outros municípios que não foram atingidos, eles acabam conseguindo atrair o pessoal oferecendo casa e trabalho para o pessoal daqui”, explicou.

Prefeitura

A Prefeitura de Roca Sales estima uma perda de receita de 40% neste ano por conta da enchente. O prefeito Amilton Fontana diz que a situação ainda está bem precária, em especial, o acesso às comunidades da zona rural do município, onde ficam os negócios agrícolas e pecuários, que representam cerca de 45% da economia local.

“A agricultura não conseguiu colher, granjas foram totalmente destruídas. A gente tem uma perda muito grande de produção”, disse.

Outra dificuldade é para conseguir elaborar os projetos para solicitar recursos para reconstrução.

“Estamos recebendo recursos, mas a reconstrução precisa de projetos. Temos uma equipe mínima para fazer os projetos. Não temos estrutura para entregar tudo pronto em 50 dias”, acrescentou o prefeito.

Para Amilton Fontana, a prioridade é a habitação. “Não adianta tu querer arrumar uma rua e tu não ter a casa para as pessoas morarem. O que vai segurar as pessoas na cidade é a habitação. Então nós pedimos menos burocracia para liberar esse recurso”, contou.

Ministério das Cidades

O Ministério das Cidades publicou na última semana as regras para a construção de 2 mil unidades habitacionais em áreas rurais atingidas pelas enchentes no Rio Grande do Sul. Estão previstas ainda outras 10 mil unidades para áreas urbanas.

As moradias, dentro do programa Minha Casa, Minha Vida, serão construídas em municípios em situação de emergência ou estado de calamidade pública, formalmente reconhecidos pelo governo federal.

Cada casa em área rural terá um subsídio de até R$ 86 mil, podendo chegar a R$ 200 mil em áreas urbanas.

Fonte: Agência Brasil Edição: Carolina Pimentel

Por: Observador Regional

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Mais de 200 animais ganham novos lares durante feira de adoção em Porto Alegre

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A Feira de Adoção Responsável para cães e gatos, organizada pela Secretaria de Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), em parceria com o Exército e entidades dedicadas à Causa Animal, terminou com mais de 200 animais adotados. Este foi o primeiro evento de adoção promovido pelo governo gaúcho para encontrar novos lares para animais resgatados das recentes enchentes no Rio Grande do Sul.

Encerrada neste domingo (23/6), no Largo do Monumento ao Expedicionário do Parque da Redenção, em Porto Alegre, a feira foi considerada um sucesso pelos organizadores. Além de conscientizar a população sobre a importância da adoção responsável, o evento ofereceu uma nova oportunidade de vida para os animais que sofreram com a catástrofe meteorológica.

Conforme o Comando Militar do Sul, entre o sábado (22/6) e este domingo (23/6), cerca de 20 mil pessoas visitaram os 30 estandes da feira, resultando na adoção de 146 cães e 56 gatos, superando as expectativas da organização. “No sábado, tivemos um dia lindo de sol, o que ajudou a atrair muitas pessoas ao parque. Hoje (domingo) o dia começou nublado, mas isso não afastou os visitantes. Estamos felizes com o resultado”, disse Amanda Munari, coordenadora do Gabinete de Coordenação de Resposta à Fauna (GCRF) do Estado.

Os novos tutores passaram por uma entrevista prévia com uma equipe especializada para garantir que pudessem proporcionar um ambiente seguro e adequado para os animais. Eles também assinaram um Termo de Adoção e Guarda. Todos os pets adotados foram vacinados e receberam um microchip de identificação, além de um kit contendo ração, brinquedo, roupa, coleira e utensílios de higiene.

Um dos adotados foi o cãozinho Lupi, de dois meses, que encontrou um novo lar com Luiz Alberto Bibiano. Ele expressou sua alegria ao acolher um novo membro em sua família. “Levo pra casa um parceiro para o Léo, nosso outro cão. Tenho certeza que haverá uma troca mútua de amor em nosso convívio familiar”, afirmou.

Desde o início das chuvas extremas, em abril, os servidores da Sema, por intermédio do GCRF, e com o apoio de voluntários, estiveram envolvidos em diversas frentes de trabalho. Essas ações incluíram resgate de animais, acolhimento em abrigos e, por fim, realização da feira de adoção. “Pude acompanhar desde os resgates até esse momento da doação. Muitos desses animais, provavelmente, eu mesmo realizei o salvamento. É uma satisfação incrível de dever cumprido”, disse, emocionado, o técnico da Sema Julio Cesar Nunes Rolhano.

Segundo estimativas da organização, mais de 15 mil animais continuam em abrigos no Estado aguardando a chance de serem adotados. As próximas etapas da feira serão divulgadas em breve.

Texto: Ascom Sema
Edição: Secom

Por Observador Regional

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Homens que desapareceram ao atravessar arroio são resgatados em Cachoeira do Sul

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Dois homens foram resgatados pelo Corpo de Bombeiros em Cachoeira do Sul, após serem arrastados pela correnteza enquanto tentavam atravessar o Arroio São Nicolau neste domingo. Os homens ficaram presos a galhos de árvores e foram localizados e resgatados no início da tarde. Até o momento, não foram divulgadas mais informações sobre as circunstâncias do incidente.

O resgate foi confirmado pela Prefeitura, que emitiu um boletim atualizando a situação do município. Conforme a publicação, o nível do Rio Jacuí continua a subir, atingindo 24 metros – 6 metros acima do nível normal, com uma taxa de elevação de 3,5 cm por hora. A situação, inclusive, gerou um alerta da Defesa Civil do Estado na tarde deste domingo.

Desde o final da tarde de sábado até a tarde de hoje, mais seis famílias foram retiradas de suas casas, somando 29 pessoas. No total, já são registradas 18 famílias, com 46 pessoas desabrigadas, e outras 18 famílias, com 49 pessoas desalojadas, em decorrência desta nova inundação.

A Defesa Civil de Cachoeira do Sul alertou a população para os perigos de atravessar rios, arroios e áreas inundadas, especialmente em condições de correnteza forte. O órgão destaca a importância de evitar áreas de risco e usar equipamentos de segurança quando necessário. Além disso, recomenda que as pessoas informem seus familiares sobre seus destinos e rotas, juntamente com os horários previstos de saída e chegada.

O trabalho de monitoramento e remoção preventiva das famílias continua, tanto nas áreas ribeirinhas urbanas quanto rurais do município. O Exército Brasileiro está com equipes de sobreaviso, prontas para apoiar as ações de remoção, caso necessário.

Fonte: Correio do Povo

Por: Observador Regional

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