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Caso Rafael: 3º dia de júri tem interrogatório de mãe acusada de matar o filho em Planalto

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Alexandra Dougokenski é acusada de matar o filho, Rafael Mateus Winques, de 11 anos, em Planalto, no Norte do RS, em maio de 2020. Primeiro dia de julgamento deve testemunhos de professora e delegados.

O terceiro dia de audiências no júri de Alexandra Dougokenski, acusada de matar o filho, Rafael Mateus Winques, de 11 anos, começa, às 8h30 nesta quarta-feira (18), com o interrogatório da ré. Após essa etapa, os jurados assistem ao debate entre acusação e defesa, antes de se reunirem para definir se a denunciada é culpada ou inocente.

O julgamento ocorre no fórum de Planalto, no Norte do Rio Grande do Sul, desde segunda-feira (16). Veja abaixo resumos dos primeiros dias de audiências.

Alexandra Dougokensk está presa desde a época do caso e é acusada de quatro crimes: homicídio qualificadoocultação de cadáverfalsidade ideológica e fraude processual.

Rafael morreu por asfixia provocada por estrangulamento, segundo a perícia. O primeiro júri, em março de 2022, foi encerrado após cerca de 11 minutos, devido a um desentendimento entre a defesa e a acusação.

Primeiro dia de júri

O primeiro dia do júri da morte de Rafael Mateus Winques teve depoimentos de dois delegados e da ex-professora do menino.

A primeira a depor nesta segunda foi a ex-professora de Rafael, Ana Maristela Stamm. Ela dava aulas de ciências e artes à vítima. Disse que menino era muito inteligente, disciplinado e querido, mas muito quieto. Ela lembrou que, durante as buscas por Rafael, foi algumas vezes à casa de Alexandra. Disse que a mãe do menino não parecia aflita com o desaparecimento do filho e “se mostrava tranquila”.

O segundo a depor foi o delegado Ercilio Raulileu Carletti, que conduziu as investigações na época do crime. Ele destaca que ao fim do inquérito, não restou dúvidas para a polícia de que Alexandra matou o filho. “Tenho certeza absoluta que foi ela [que matou Rafael]. Se não tivesse certeza não teria indiciado ela”, disse.

Na sequência, foi realizado o depoimento do delegado Eibert Moreira Neto. Segundo o delegado, todas as hipóteses foram investigadas pela polícia, porém todas elas foram “totalmente” afastadas, como a de que Alexandra encobria outra pessoa ou contava com ajuda de terceiros. “Ela confessava a prática do crime, mas a dinâmica que ela estabelecia não era inverossímil”, disse.

Houve discussões entre a equipe de defesa da ré e os representantes da acusação, sendo necessário que a juíza interrompesse a sessão.

Segundo dia de júri

O segundo dia do júri da morte de Rafael Mateus Winques, de 11 anos, nesta terça-feira (17), ouviu familiares da vítima e da ré.

O primeiro a depor foi ex-namorado de Alexandra, Delvair Pereira de Souza. Mais tarde, o filho dela e irmão de Rafael, Anderson Dougokenski, e o pai da vítima, Rodrigo Winques, foram ouvidos. Durante a tarde os jurados ouviram a mãe da ré e avó de Rafael, Isailde Batista. Uma ex-professora do menino também testemunhou no caso.

Hoje com 19 anos, Anderson pediu a absolvição da mãe pela morte do irmão. “Se pudessem absolver a minha mãe, a vida mudaria muito. Eu sei que não foi ela”, disse. O jovem disse que o pai de seu irmão era um homem “violento”.

O pai de Rafael solicitou que Alexandra não estivesse na sala durante a oitiva, o que foi atendido pela juíza. Rodrigo contou aos jurados que a ré dificultava o contato dele com o filho. A testemunha também negou ter problemas com o antigo enteado, Anderson. “O meu desentendimento era com a mãe dele”, contou.

Em um depoimento curto, a professora disse que Rafael Ladjane Ravagio “sempre foi muito reservado e aparentemente gostava da mãe”. Mãe de Alexandra e avó de Rafael, Isailde Batista afirmou que a filha seria uma “mãezona” e que “Rafael nunca chamou aquele homem [Rodrigo] de pai”. A mulher ainda defendeu a inocência da filha. “Ela não mata uma formiga”, disse Isailde.

Alberto Moacir Cagol, tio de Rafael e irmão de Alexandra, disse que a ré era uma boa mãe para os filhos. A testemunha disse que tanto Rafael quanto Alexandra chamavam o pai de menino de “Demo” e que a vítima não queria morar com o pai.

A perita criminal Bárbara Zaffari Cavedon foi a última testemunha ouvida nesta terça. A servidora pública foi questionada sobre a reconstituição do crime. Ela afirmou que Alexandra detalhou como posicionou corda no corpo de Rafael, sem mencionar ter feito nós. “Ela referiu até que começou a fazer alguns estalos quando ela estava puxando o corpo, puxando, enfim, a corda para fazer o carregamento do Rafael. E que aí, nesse momento, ela se deu conta que a corda estaria no pescoço do Rafael”, disse a testemunha.

Relembre o caso

Rafael desapareceu no dia 15 de maio de 2020. Alexandra sustentava que ele teria ido dormir e, na manhã seguinte, não estava mais em casa. Dez dias depois, ela confessou que havia assassinado o filho e indicou a localização do corpo, dentro de uma caixa de papelão em um terreno da casa vizinha.

Segundo o Ministério Público, responsável pela acusação, Alexandra teria feito com que o filho tomasse dois comprimidos de Diazepam, um ansiolítico com efeito calmante, sob o pretexto de que ele dormiria melhor. Assim que o medicamento fez efeito, Alexandra teria estrangulado o menino com uma corda.

A ré apresentou diferentes versões do crime ao longo do inquérito e da instrução judicial. Por fim, passou a acusar o pai de Rafael, Rodrigo Winques. A defesa dele nega.

Fonte: G1 – https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2023/01/18/caso-rafael-3o-dia-de-juri-mae-acusada-de-matar-filho-planalto.ghtml

Foto: Alexandra e o filho Rafael — Arquivo pessoal

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Quina de São João 2024: veja os números sorteados neste sábado

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A Caixa Econômica Federal realizou, neste sábado (22), o sorteio do concurso 6462 da Quina de São João. O prêmio é de R$ 229.916.465,19.

Os números sorteados na Quina de São João foram: 21-38-60-64-70

Por ser um concurso especial das Loterias Caixa – como o é a Mega da Virada, a Mega-Sena sorteada em 31 de dezembro –, o prêmio da Quina de São João não acumula.

Ganhadores

Três apostas acertaram os cinco números sorteados e levarão R$ 76,6 milhões, cada uma:

  • Uma, realizada em uma lotérica em Gouveia (MG);
  • Outra, em uma lotérica em Viamão (RS);
  • E uma terceira, em uma lotérica em São José do Rio Preto (SP);

A aposta ganhadora do Rio Grande do Sul é simples — ou seja: o sortudo leva todo o prêmio.

Já as de Minas Gerais e de São Paulo são de bolões — um de 10 cotas e outro, de 18, respectivamente.

Cada cota do bolão mineiro vale cerca de R$ 7,7 milhões. Já a do paulista, R$ 4,3 milhões.

1.714 apostas acertaram quatro dos cinco números e levam R$ 11 mil em premiação, cada uma.

144.635 acertaram três dos números sorteados e podem resgatar um prêmio de R$ 124,64, e 3.833.840 apostas, devido a dois acertos, levam um prêmio de R$ 4,70.

Fonte: CNN

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Donos de cartão de crédito poderão transferir faturas para outros bancos a partir de julho

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A partir de 1º de julho, os donos de cartão de crédito poderão transferir o saldo devedor da fatura para uma instituição financeira que oferecer melhores condições de renegociação.

É que entrará em vigor uma resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) – aprovada em dezembro do ano passado – que busca diminuir o endividamento e melhorar a capacidade de o consumidor se planejar.

A resolução é a mesma que, desde janeiro, limitou os juros do rotativo do cartão de crédito a 100% da dívida. Não estava prevista na lei do programa Desenrola a portabilidade do saldo devedor da fatura, que foi aprovada na última reunião do CMN do ano passado.

Operação de crédito

A medida também vale para os demais instrumentos de pagamento pós-pagos, modalidades nas quais os recursos são depositados para pagamento de débitos já assumidos.

A proposta da instituição financeira deve ser realizada por meio de uma operação de crédito consolidada (que reestruture a dívida acumulada). Além disso, a portabilidade terá de ser feita de forma gratuita. Caso a instituição credora original faça uma contraproposta ao devedor, a operação de crédito consolidada deverá ter o mesmo prazo do refinanciamento da instituição proponente. Segundo o Banco Central (BC), a igualdade de prazos permitirá a comparação dos custos.

Fonte: CNN

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Devastada pela água, Roca Sales vive entre migração e reconstrução

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O município de Roca Sales (RS) tenta se reconstruir em meio a uma onda de migração de quem não acredita mais na viabilidade da cidade, que fica às margens do Rio Taquari. O Vale do Taquari – região que abrange 36 municípios gaúchos – foi talvez a região mais afetada pelas enchentes que devastaram o estado em maio.

Agência Brasil visitou o município pouco mais de 50 dias após a maior catástrofe climática do estado e viu casarões completamente abandonados por moradores que temem em voltar a investir nas residências. O município já havia sofrido com uma grande enchente em setembro de 2023 e soma quatro enchentes no intervalo de 10 meses.

O policial civil Glauco Kummer, de 45 anos, lavava a moto no terraço de uma casa que perdeu boa parte do telhado. Ele contou que a água subiu 1 metro acima da residência que tem um andar, com cerca de 350 m² em cada piso.

“A outra [enchente] já tinha tapado o telhado, mas essa foi maior e arrancou todo o telhado fora, então o prejuízo é muito maior. Limpamos a casa, mas a expectativa de meu pai voltar é mínima. Aqui na frente mora meu tio, que não vai mais mexer na casa e já saiu da cidade. Está todo mundo muito abalado”, contou.

A água cobriu toda a casa de Glauco Kummer. Parentes estão deixando a cidade. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

Glauco disse que a família tem a casa há 42 anos e, antes de setembro do ano passado, nunca havia tido uma enchente que invadisse a residência.

Preços elevados

Outro problema enfrentado pelos moradores é o aumento dos preços dos terrenos, das casas e dos aluguéis após as enchentes. Segundo relato de moradores, o valor dos imóveis subiu entre 50% e 80%. De acordo com a prefeitura, 400 famílias seguem sem moradia.

A vendedora Júlia Almeida, de 20 anos, pensa em deixar Roca Sales.

“Não tem onde morar. Construir casa que está mais difícil agora porque você não acha locais onde não pega água. Além disso, o valor ficou mais caro. Meus pais moram de aluguel e nossa casa está sendo colocada a venda, vamos ter que sair”, relatou.

Em Roca Sales, quase toda a área urbana ficou embaixo d’água e a prefeitura defende transferir todo o centro, onde vivem cerca de 40% dos 10 mil habitantes da cidade, para um local mais alto.

O acesso à cidade, vindo de Porto Alegre, ainda está difícil por causa do desabamento de uma ponte. Nossa reportagem enfrentou engarrafamento de cerca de uma hora para atravessar uma ponte metálica onde só passa um carro por vez.

Reconstrução

Enquanto alguns querem migrar, outros moradores vão tentar reconstruir a cidade. A comerciante Raquel Lima, de 48 anos, estava limpando a loja para tentar reabri-la na próxima semana. Antes da enchente de setembro, a loja era de bijuteria, depois virou uma loja de sorvete, açaí e lanches.

“Estava começando a me reerguer, estava melhorando. Daí veio de novo essa enchente. Vamos ver agora porque foi bastante gente embora da cidade. Eu não vou desistir. Eu espero que melhore. Eu estou com bastante esperança que vai dar certo, que nós vamos conseguir se reerguer”, afirmou.

Raquel Lima preparando sua loja para reabertura. “Não vou desistir”. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

Os moradores que conversaram com a Agência Brasil elogiaram a economia da cidade, dizendo que ela tem emprego e oportunidades. O município é sede de indústrias como a gigante de frigoríficos JBS, a de calçados Beira Rio e a de couros Bom Retiro.

O presidente da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Roca Sales, Cléber Fernando dos Santos, explicou que as indústrias de médio e grande porte conseguiram retomar as atividades, ainda que parcialmente, uns 25 dias após a enchente. Porém, as pequenas e micro indústrias, comércios e serviços ainda encontram dificuldades.

“Algumas até agora não conseguiram retomar porque muitos tomaram empréstimos ou usaram aquela economia que tinham guardado e investiram após a enchente de setembro. Eles imaginaram que nunca mais iria acontecer algo dessa magnitude”, afirmou.

Cléber diz que esses comerciantes precisam de recursos a fundo perdido porque não conseguem tomar crédito por estarem endividados. “A gente está tendo um êxodo muito grande aqui. Outros municípios que não foram atingidos, eles acabam conseguindo atrair o pessoal oferecendo casa e trabalho para o pessoal daqui”, explicou.

Prefeitura

A Prefeitura de Roca Sales estima uma perda de receita de 40% neste ano por conta da enchente. O prefeito Amilton Fontana diz que a situação ainda está bem precária, em especial, o acesso às comunidades da zona rural do município, onde ficam os negócios agrícolas e pecuários, que representam cerca de 45% da economia local.

“A agricultura não conseguiu colher, granjas foram totalmente destruídas. A gente tem uma perda muito grande de produção”, disse.

Outra dificuldade é para conseguir elaborar os projetos para solicitar recursos para reconstrução.

“Estamos recebendo recursos, mas a reconstrução precisa de projetos. Temos uma equipe mínima para fazer os projetos. Não temos estrutura para entregar tudo pronto em 50 dias”, acrescentou o prefeito.

Para Amilton Fontana, a prioridade é a habitação. “Não adianta tu querer arrumar uma rua e tu não ter a casa para as pessoas morarem. O que vai segurar as pessoas na cidade é a habitação. Então nós pedimos menos burocracia para liberar esse recurso”, contou.

Ministério das Cidades

O Ministério das Cidades publicou na última semana as regras para a construção de 2 mil unidades habitacionais em áreas rurais atingidas pelas enchentes no Rio Grande do Sul. Estão previstas ainda outras 10 mil unidades para áreas urbanas.

As moradias, dentro do programa Minha Casa, Minha Vida, serão construídas em municípios em situação de emergência ou estado de calamidade pública, formalmente reconhecidos pelo governo federal.

Cada casa em área rural terá um subsídio de até R$ 86 mil, podendo chegar a R$ 200 mil em áreas urbanas.

Fonte: Agência Brasil Edição: Carolina Pimentel

Por: Observador Regional

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