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Estado lança Delegacia Online da Mulher

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A Delegacia Online da Mulher se soma a outros canais de denúncia já existentes.

O combate à violência contra a mulher no Rio Grande do Sul ganhou o reforço de mais uma ferramenta nesta quinta-feira (15/12). A Polícia Civil lançou, em cerimônia no Palácio Piratini, a Delegacia Online da Mulher (Dol Mulher), uma página exclusiva para tratar da violência doméstica e de gênero contra a mulher, hospedada dentro do site da Delegacia Online. O serviço pode ser acessado de qualquer tipo de dispositivo, como celulares, tablets e computadores, e funciona 24 horas por dia, proporcionando agilidade nos registros.

No lançamento estiveram o secretário da Segurança Pública, coronel Vanius Cesar Santarosa, o chefe de Polícia, delegado Fábio Motta Lopes, além de secretários de Estado e representantes das forças de segurança.

A Delegacia Online da Mulher foi criada pelo Departamento de Tecnologia da Informação Policial (DTIP) da Polícia Civil, através da Divisão de Assessoramento Especial e da Delegacia Online. A ideia consistiu em abrir um espaço digital como mais uma forma de ajudar as mulheres a romperem o ciclo de violência. Por meio da página, é possível registrar casos de violência e o descumprimento de medidas protetivas, por exemplo. 

“O site também é encorajador no sentido de as mulheres poderem relatar a violência que possam sofrer”, disse Sílvia Sehn, delegada titular da Delegacia Online da Mulher. As usuárias também podem preencher um formulário de avaliação de risco, que orientará os profissionais que atuam neste contexto a tomar decisões que evitem a ocorrência de novas agressões. Elas também terão acesso direto ao Whatsapp da Polícia Civil, pelo qual podem ser feitas denúncias de delitos dessa natureza.

O secretário Santarosa destacou a importância da delegacia online como um canal facilitador para denúncias de violência doméstica. “É uma ferramenta importante que se soma a outras iniciativas implementadas para proteger as mulheres. Em 2022, até agora, 102 mulheres já perderam a vida vítimas de feminicídio no Rio Grande do Sul. Dessas mulheres, 83% não tinha nenhum registro policial contra os seus companheiros. Esse é um assunto que ainda envolve muitos tabus, muitos medos. E é nesse sentido que a ferramenta vem para facilitar, porque permite que a mulher que sofre violência doméstica possa denunciar e levar esse problema às autoridades pela tela do computador. É só no momento em que a mulher denuncia que o Estado vai poder protegê-la”, disse Santarosa. 

Além de funcionar como mais um espaço de denúncia, o objetivo é que a Delegacia Online da Mulher sirva ainda como um espaço educativo sobre o tema. O site traz informações sobre o conceito de violência doméstica, formas como ela se manifesta e os direitos das vítimas, incluindo links úteis relacionados à rede de proteção. Também está disponível uma cartilha informativa com o passo a passo do registro online.

O chefe da Polícia Civil reforçou que um dos destaques da ferramenta é a centralização dos conteúdos e serviços em uma única plataforma. “A  plataforma centraliza em uma mesma página as ocorrências e as informações necessárias para a mulher, fazendo aquilo que a Lei Maria da Penha exige, que é dar atendimento prioritário para a mulher que sofre violência doméstica e familiar. A mulher recebe agora, também no ambiente virtual, esse acolhimento ao procurar os órgãos públicos em um momento de extrema vulnerabilidade”, disse o delegado Fábio Motta Lopes.

Outras formas de denúncia

A Delegacia Online da Mulher se soma a outros canais de denúncia já existentes. Além da nova página, as mulheres ou aqueles que presenciam algum tipo de violência contra a mulher podem denunciar pelo Disque 180 e pelo Whatsapp da Polícia Civil (51) 98444-0606.

Fonte: Portal Gazeta

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PIRAPOENSE CONDENADO A 34 ANOS DE CADEIA

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Justiça condena a 34 anos de prisão homem acusado de estuprar e assassinar mulher em Caxias do Sul

Naiara Ketlin Pereira Maricá, de 18 anos, foi morta em 2023 após festa de ano-novo por homem que se ofereceu para acompanhá-la até em casa. Condenado está preso.

A Justiça do Rio Grande do Sul condenou a 34 anos de prisão Ricardo Silveira Sebastiany pelo estupro e assassinato de Naiara Ketlin Pereira Maricá, de 18 anos, em Caxias do Sul, na Serra. O caso ocorreu em 1º de janeiro de 2023.

A Defensoria Pública do Estado, responsável pela defesa de Sebastiany, disse que “vai se manifestar apenas nos autos do processo”. A pena deve ser cumprida em regime fechado. O condenado está na Penitenciária Estadual de Bento Gonçalves.

De acordo com o Ministério Público (MP), a investigação policial do caso começou na manhã do dia 1º, quando a mãe de Naiana encontrou ela morta dentro da casa que morava no bairro Esplanada. No corpo, havia ferimentos que sugeriam terem sido causados por faca e também sinais que remetiam a violência sexual.

A Polícia Civil descobriu que Naiara havia saído na noite anterior para festejar o ano-novo com amigos, mas passou mal e decidiu voltar para casa. Sebastiany estava junto com o grupo e se ofereceu para acompanhá-la. Os dois não se conheciam antes.

Imagens de câmeras de segurança ajudaram a polícia a identificar Sebastiany. Nos registros, ele é visto caminhando com Naiara. Essa teria sido a última vez que ela é vista com vida.

Fonte: G1 RS

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Brigada Militar prende dupla por tráfico de drogas em Veranópolis

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No fim da tarde da sexta-feira, 1º de março, a Brigada Militar, através da Força Tática, prendeu um homem de 19 e outro 50 anos pelo crime de tráfico de drogas, em Veranópolis.

A prisão aconteceu no bairro Santa Lúcia, onde após uma abordagem a dois veículos, foi localizada 01 porção de cocaína, pesando 55 gramas, 01 balança de precisão, R$ 1.260,00, 02 telefones celulares, restando também dois automóveis Gol apreendidos, os quais eram utilizados para transporte de drogas.

Diante dos fatos, os homens foram encaminhados à Delegacia de Polícia para lavratura do auto de prisão em flagrante, por tráfico de drogas e, posterior, conduzidos ao Presídio Estadual de Nova Prata, onde ficarão a disposição da justiça.

Fonte: Comunicação Social do 3º BPAT

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Casal acusado pelo MPRS é condenado por estupro de três filhas, em Viamão

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O Poder Judiciário de Viamão condenou um casal pelo estupro de três filhas. Os crimes ocorreram mediante ameaças desde quando as jovens tinham, pelo menos uma delas, seis anos de idade. Uma delas sofreu abusos ainda antes do ano de 2009.

O pai das vítimas recebeu uma pena de 52 anos de prisão e mãe de 40 anos de reclusão. O cumprimento inicial da pena é em regime fechado.

Acusados pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) em 2017, os réus foram condenados no dia 22 de fevereiro deste ano na 1ª Vara Criminal do município da Região Metropolitana.

De acordo com a promotora de Justiça Bárbara Pinto e Silva, as condenações foram por quatro fatos criminosos envolvendo estupro de vulnerável e estupro qualificado.

Conforme a investigação, o fato só foi descoberto porque uma das jovens fez um desabafo com uma colega. Além dos abusos sexuais cometidos pelo pai delas, a mãe era conivente e ainda ameaçava, pelo menos uma das filhas, sobre o risco do pai ser preso.

A mulher também orientava as jovens a mentirem em depoimentos para as autoridades. Duas delas ainda tiveram de fugir de casa para não sofrerem mais com a violência sexual.

Fonte: Ministério Público do RS

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