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Agricultura

Fetag-RS promoverá novos protestos na busca por avanços na pauta da estiagem

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Os agricultores familiares organizados pela Fetag-RS e pelos Sindicatos dos Trabalhadores Rurais realizarão novas mobilizações na próxima semana, buscando obter respostas do governo federal sobre a pauta da estiagem.

No dia 19 de abril, serão 17 pontos de mobilização pelo Estado, onde agricultores estarão realizando caminhadas, atos públicos e manifestações em locais estratégicos para chamar a atenção e pressionar o governo federal sobre a pauta da estiagem.

“São mais de quatro meses de reuniões e negociações em Brasília, e até agora os anúncios realizados atendem poucos agricultores familiares” afirma o presidente da Fetag, Carlos Joel da Silva. “Estamos cansados de ouvir promessas e discursos. Enquanto eles falam, nossos agricultores veem suas lavouras sem produção, secas, sem perspectiva” finaliza o dirigente.Enquanto as mobilizações acontecerão no Estado, uma comitiva de representantes da Fetag estará em Brasília (DF) para nova rodada de negociações com o governo federal e reuniões com a bancada gaúcha para sensibilização dos parlamentares.A decisão das novas mobilizações foi tomada em assembleia que aconteceu nesta sexta-feira (14), na sede da Federação, em Porto Alegre, quando seus 315 Sindicatos dos Trabalhadores Rurais acordaram por unanimidade a realização de atos que ecoem em na capital federal.

Fonte: Fetag-RS

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Agricultura

Safra de verão deve ter produção quase 10% menor devido à enchente no RS

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Pelo menos 3,3 milhões de toneladas de soja, milho e arroz — e dezenas de máquinas agrícolas — foram levadas água abaixo pelas cheias no Estado. É o que estima a consultoria Cogo Inteligência em Agronegócio, em levantamento divulgado nesta terça-feira (21). O volume representa uma quebra de quase 10% da produção que estava prevista para esta safra de verão — de 35,1 milhões de toneladas.

O principal problema, explica Carlos Cogo, sócio-diretor da consultoria, é que as enchentes atingiram as lavouras em plena colheita:

— Aí não teve jeito. Os produtores perderam tudo que estava nas lavouras, máquinas, grãos, solo…

O maior prejuízo deve ser na soja, principal cultura plantada no Estado, e que, neste ano, estava esperando produção recorde. Agora, são estimadas perdas de 2,5 milhões a 3 milhões de toneladas, uma diminuição de 11% a 13% da safra do grão. Abertura de vagens, germinação de grãos e proliferação de fungos são alguns dos problemas visualizados até o momento.

Mas o volume da quebra pode ser ainda maior, acrescenta Cogo:

— A gente não sabe ainda qual é o dano que está nos grãos armazenados. Vamos lembrar que a gente estava no pico de colheita. Tinha muita coisa colhida que já estava armazenada. Pode ter havido infiltração nos silos, etc.

O problema com excesso de água começou ainda no início do ciclo. A safra de verão ter sido encerrada no outono é um indicativo, por exemplo, do atraso no plantio por causa da chuva.

A safra de verão após a enchente

• Soja: quebra estimada entre 11% e 13% da produção inicialmente esperada em 22,5 milhões de toneladas

• Arroz: quebra estimada em 5,33% da produção inicialmente esperada em 7,5 milhões de toneladas

• Milho: quebra estimada em 7,8% da produção inicialmente esperada em 5,1 milhões de toneladas

Foto: Emater/Divulgação

Fonte: Cogo Inteligência em Agronegócio/GZH

https://www.facebook.com/rradioblaununes?locale=pt_BR

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Agricultura

MUNICÍPIOS ATINGIDOS PELA CHUVA NO NORTE E NOROESTE DO RS ESTIMAM PREJUÍZO MILIONÁRIO NA AGRICULTURA

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A maior tragédia climática do Rio Grande do Sul também afeta uma das principais fontes de renda do estado: o campo. Os prejuízos em vários setores do agronegócio ainda são contabilizados, mas já se sabe que, até mesmo nas regiões onde não houve alagamentos, o excesso de umidade abre espaço para prejuízos.

Ainda que a colheita já estivesse na fase final antes do início das chuvas, a soja também é afetada. Com 78% da área cultivada colhida no estado, a Emater realiza um levantamento das perdas da principal cultura do RS, como explica o diretor técnico Claudinei Baldissera.

— Além da soja e do milho, que está com 85% da área cultivada colhida, temos um cenário que, nas próximas semanas, através de levantamentos que já estão sendo efetuados, serão divulgados os danos causados a agropecuária gaúcha — afirmou.

Nessa safra, o município de Jóia, no noroeste gaúcho, plantou uma área de mais de 80 mil hectares de soja, segundo a Emater/RS. Porém, cerca de 10% desse total ainda não havia sido colhido antes do excesso de chuva que atingiu o Estado na última semana. Nas lavouras, o acumulado passou de 380 milímetros e trouxe perdas significativas.

No início desta semana, com o tempo firme, as máquinas puderam entrar nas lavouras e colher o que restou da cultura: grãos avariados, murchos, sem a casca e, muitos deles, apodrecidos.

— Esse é o cenário que estamos vendo aí hoje: muitas perdas, grãos avariados… Está tendo muito desconto na hora da entrega, cerca de 40% na média. (A soja) Está rendendo cerca de 30 sacas por hectare, por ter pegado a chuva, mais os descontos na hora da entrega que gira em torno de 40%. A gente estima R$ 50 milhões de prejuízo — disse o extensionista da Emater Danísio Tremea.

Na propriedade do Alessandro Pascoal, são cultivados 720 hectares com soja. A produtividade média que antes era de 55 sacas por hectare, agora não chega a 30.

— Nós viemos de dois anos terríveis de seca, mas era diferente. Assim a gente se iludiu, viu a produção, estava bonito, investiu o máximo que pôde, e agora estamos tomando uma rasteira. O que pretendíamos ter de lucro, agora vamos empatar porque muitas das nossas áreas são arrendadas — conta o agricultor.

Perdas em hortifrútis

Em Erechim, no norte do RS, conforme a Emater/RS, a chuva provocou a perda de cerca de 20 toneladas na produção de hortaliças. O agricultor Avelino Luiz Pieniak fez um levantamento prévio das perdas na propriedade.

— Jogando por baixo, perdemos em torno de R$ 30 mil. Além disso, não são só os produtos: a gente perdeu estufas que o vento levou, esmagou, levou terra embora, é bastante estrago por causa da chuva — disse.

O presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS), Joel da Silva, afirmou que, mesmo sem levantamento, os produtores vão precisar de incentivos dos governos para retomarem as atividades.

— A situação é tão caótica que nós não conseguimos nem ir a campo pra saber a dimensão. Em muitas regiões, a água ainda está por cima das propriedades. Mas, na medida que a água vai baixando, estamos vendo o tamanho das perdas para toda a sociedade e principalmente os agricultores, que perderam o leite, o hortifrúti, os suínos… Vamos precisar de muito recurso para os produtores recomeçarem de novo — pontuou.


Fonte: GZH

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Agricultura

Chuvas torrenciais e enchentes afetam produção agropecuária no RS

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Durante o período de 29/04 a 05/05, as condições climáticas foram altamente desfavoráveis para as atividades agropecuárias no Rio Grande do Sul. O excesso de precipitação interrompeu os processos de colheita e causou inundações em vastas extensões de áreas cultiváveis.

De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado nesta quinta-feira (09/05) pela Emater/RS-Ascar, vinculada à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural (SDR), os danos mais significativos foram registrados em soja, arroz e feijão 2ª safra, afetando severamente as lavouras maduras e comprometendo a qualidade dos grãos, devido ao prolongado encharcamento. Em lavouras com topografia declivosa, a precipitação intensa causou erosão, formando sulcos particularmente em áreas com práticas inadequadas de manejo do solo e da água. A produção de hortigranjeiros foi drasticamente atingida, pois há grande concentração de produtos na zona submersa.

O fenômeno também ocasionou danos significativos nas pastagens, a morte de animais, a interrupção da produção leiteira, entre outros problemas, que se prolongarão por tempo indeterminado em regiões severamente afetadas. Ademais, provocou transbordamento de açudes destinados à dessedentação animal e à criação de peixes.

Adicionalmente, houve danos em infraestruturas, incluindo a destruição de estradas, pontilhões e pontes, o que dificultará a logística de transporte da produção. Registraram-se também casos de inundação e destruição de estruturas de produção, como estufas de hortícolas, estábulos, salas de ordenha, silos e armazéns de grãos.

O levantamento das perdas está sendo realizado pelos extensionistas da Emater/RS-Ascar. Entretanto, a dificuldade de acesso, em decorrência da situação das estradas e das extensas áreas ainda submersas, dificulta ou impossibilita a avaliação precisa, cujos resultados serão em breve divulgados.

Fonte e foto: Emater

MB Notícias

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