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Hora do Planeta convoca Brasil a apagar as luzes

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Mobilização faz alerta para a urgência de barrar mudanças climáticas.

Na noite de 25 de março, às 20h30, luzes serão apagadas em diversos pontos do país, para chamar a atenção da sociedade sobre a crise climática. O apagão faz parte da Hora do Planeta, evento promovido anualmente pela organização ambientalista não-governamental WWF.

A proposta é que indivíduos, grupos e empresas apaguem as luzes por 60 minutos, para pensar em como cuidar do planeta. Limpar a praia, plantar uma árvore, se engajar em movimentos comunitários ou simplesmente reunir os amigos no momento de desligar a energia elétrica são maneiras de aderir ao movimento.

Segundo a WWF, qualquer pessoa, em qualquer lugar, pode participar da mobilização. Apoiadores em mais de 190 países e territórios participam do evento, que acontece no Brasil desde 2009.

De acordo com Giselli Cavalcanti, analista de engajamento do WWF-Brasil, a Hora do Planeta tem mais de 400 eventos programados pelo país, tanto virtuais quanto presenciais. Este ano, a WWF-Brasil ofereceu um mapa de visibilidade dessas ações, que podem ser consultadas no site da instituição. “O objetivo é que, em um esforço global, a gente consiga fazer a nossa parte, mas também cobrar medidas urgentes dos governos e das lideranças para barrar a crise climática e reverter a queda da biodiversidade”, afirma Cavalcanti.

Uma parceria histórica

Tradicionais parceiros da WWF, os escoteiros têm diversas atividades programadas para a Hora do Planeta, tais como vigílias, debates e observação de estrelas. Bruno Souza, diretor do Grupo Escoteiro José de Anchieta (GEJA), em Brasília, explica que os escoteiros já trabalham sobre um conjunto de ações associadas aos objetivos de desenvolvimento sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU) e que as atividades programadas para o dia 25 fazem parte dessas ações.

“O GEJA participa da Hora do Planeta desde que ela começou no Brasil, então todo ano a gente faz ações desse tipo e, principalmente, orienta os nossos jovens sobre a responsabilidade de cada um na questão da preservação do meio ambiente”, diz.

Para Giselli Cavalcanti, a participação dos escoteiros na Hora do Planeta tem um impacto significativo. “Essas crianças e esses jovens estão se engajando com a pauta ambiental, estão levando essa discussão para outros espaços também, seja nas escolas, nas comunidades, nas famílias”, explica. Cavalcanti destaca ainda o envolvimento crescente das empresas, que têm participado da mobilização com palestras, workshops e apoio a projetos de cuidado ambiental, além de reverem suas formas de atuação.

No apagar das luzes

No Brasil, monumentos e prédios públicos em diversas cidades devem apagar suas luzes às 20h30 deste sábado, como forma de adesão ao movimento. Enquanto isso, na Mongólia, acontecerá um desfile de moda sustentável com estilistas locais, apresentando roupas recicladas e redesenhadas. Já o WWF-Letônia sediará seu tradicional concerto da Hora do Planeta para parceiros e apoiadores. Essas e outras ações fazem parte dos esforços da instituição “para que a década termine com mais natureza e biodiversidade do que quando começou”, a fim de evitar danos irreversíveis ao planeta.

A bióloga Nurit Bensusan, especialista em biodiversidade e pesquisadora do Programa de Política e Direito do Instituto Socioambiental (ISA), questiona a efetividade dessas ações. Para ela, a Hora do Planeta seria mais um apaziguamento de consciência que uma proposta de transformação.

“Cada pessoa individualmente poderia fazer muito mais, se posicionando contra uma economia que despeja seus impactos socioambientais nos outros agentes da sociedade. Cada um de nós poderia contribuir para tornar essa economia inaceitável, mas a gente não faz isso”, destaca.

Bensusan citou o relatório lançado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) na última segunda-feira (20). O documento alerta que a temperatura média mundial subiu 1,1 grau Celsius acima dos níveis pré-industriais – uma consequência direta de mais de um século de queima de combustíveis fósseis, bem como do uso desordenado e insustentável de energia e do solo.

O relatório também aponta que os desastres naturais relacionados ao clima atingem sobretudo as pessoas econômica e socialmente mais vulneráveis. “É muito difícil a gente analisar a crise climática separada do colonialismo, do racismo, da discriminação, do preconceito e das desigualdades”, complementa.

De acordo com a bióloga, para transformar o cenário atual, apenas mudanças na rotina não são suficientes. Para ela, uma espécie de “fé’ na tecnologia nos faz crer que os danos socioambientais causados pelo clima são contornáveis, o que levaria a um adiamento de soluções efetivas. “O que funcionaria seria uma conscientização radical das pessoas”, defende. Já para Giselli Cavalcanti, a Hora do Planeta aumenta a conscientização e a mobilização dos diferentes setores da sociedade na causa ambiental, o que pode ser considerado um dos efeitos positivos da campanha.

Edição: Heloisa Cristaldo

Fonte: Agência Brasil

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Corpo é localizado na BR-101 com celular e documento de identidade de mulher desaparecida em Torres

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A carteira de identidade de Tayna da Silva Rosa, 27 anos, e um celular foram encontrados no bolso da calça de um corpo encontrado nas proximidades da BR-101 na manhã desta quinta-feira (22), em Torres, no Litoral Norte. A Polícia Civil afirma que a vestimenta também é parecida com a que Tayna usava quando foi vista pela última vez, em 2 de fevereiro, mas que é necessário exame de DNA para confirmar a sua identidade.

“Embora todos os indícios nos levam a crer ser o corpo e da Tayna, será realizado o DNA do corpo para confirmação” cita trecho de nota divulgada pela Polícia Civil.

Tayná foi vista pela última vez por volta de 8h30min da manhã do dia 2, quando passava em frente a um posto de combustíveis localizado na Vila São João, em Torres. O local fica a cerca de dois quilômetros da casa onde ela vivia com o marido e os filhos há três meses.

A principal hipótese da Polícia Civil para o caso é de suicídio.

Procure ajuda

Caso você esteja enfrentando alguma situação de sofrimento intenso ou pensando em cometer suicídio, pode buscar ajuda para superar este momento de dor. Lembre-se de que o desamparo e a desesperança são condições que podem ser modificadas e que outras pessoas já enfrentaram circunstâncias semelhantes.

Se não estiver confortável em falar sobre o que sente com alguém de seu círculo próximo, o Centro de Valorização da Vida (CVV) presta serviço voluntário e gratuito de apoio emocional e prevenção do suicídio para todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo e anonimato. O CVV (cvv.org.br) conta com mais de 4 mil voluntários e atende mais de 3 milhões de pessoas anualmente. O serviço funciona 24 horas por dia (inclusive aos feriados), pelo telefone 188, e também atende por e-mail, chat e pessoalmente. São mais de 120 postos de atendimento em todo o Brasil (confira os endereços neste link).

Você também pode buscar atendimento na Unidade Básica de Saúde mais próxima de sua casa, pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), no telefone 192, ou em um dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) do Estado. A lista com os endereços dos CAPS do Rio Grande do Sul está neste link.

Fonte: Gaúcha ZH

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Manhã de sexta começa com acidente entre três caminhões

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No início da manhã desta sexta-feira (23), três caminhões se envolveram em um acidente do tipo frontal na ERS-324, entre Casca e Paraí. O sinistro deixou cinco feridos e nenhum óbito, mas um envolvido ficou preso entre as ferragens.

Um dos caminhões transportava rações.

Os Bombeiros atenderam a ocorrência enquanto o Comando Rodoviário de Casca segue no local orientando o trânsito, que se encontra em meia pista.

Planalto News

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SANTA MARIA | HOMEM É EXECUTADO A TIROS NA REGIÃO OESTE

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A Brigada Militar (BM) foi acionada via ciosp para atender uma ocorrência de homicídio por disparos de arma de fogo no bairro Nova Santa Marta. Ao chegar na rua dos Pedreiros foi verificado que a vítima, identificada como Alan Rezes Cezar de 45 anos, estava aparentemente em óbito, caído dentro de casa, em uma peça nos fundos.

Foi realizado contato com o filho da vítima, e este relatou que estavam dentro de casa e escutaram alguém chamar, do portão, o irmão dele. Que então a vítima saiu para verificar, conversou com a pessoa, e quando a vítima estava retornando para a casa, ouviram os disparos de arma de fogo, e viu o pai passar correndo para dentro de casa. A testemunha foi até a vizinha para pedir socorro. Foi acionada o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), que compareceu ao local e constatou o óbito, apresentando lesões no ombro, peito, costas e na coxa.

A BM isolou o local e foi acionada o Instituto Geral de Perícias (IGP), que compareceu ao local, bem como comunicada a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DPHPP).

Ninguém foi preso e o caso vai ser investigado. Santa Maria registra o 16° homicídio.

Santa Maria News

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