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Suspeito de abuso infantil, professor investigado por assediar alunas é demitido da rede escolar de Júlio de Castilhos

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Um professor de 55 anos foi demitido da rede municipal de ensino de Júlio de Castilhos na tarde desta terça-feira (11). Ele foi investigado em sindicância após relatos de que ele teria assediado ao menos duas alunas de 14 anos, além de trocar imagens, vídeos e áudios com uma outra aluna de 16.

A decisão de demitir o servidor ocorreu em portaria publicada no site da prefeitura do município, após procedimento administrativo disciplinar instaurado no dia 12 de agosto.

Decisão

Conforme a procuradora jurídica de Júlio de Castilhos, Bruna Mario da Rosa, a decisão foi referendada pelo prefeito municipal, Bernardo Quatrin Dalla Corte (PSDB).

– Com base no regime jurídico do município e no parecer da comissão da sindicância, o prefeito municipal acolheu o relatório e determinou a aplicação de penalidade disciplinar de demissão ao servidor.

Na decisão, consta que o professor teria mantido conduta incompatível com a moralidade administrativa; desrespeitado as normas legais; agido com incontinência pública e conduta escandalosa; bem como teria se valido do cargo para lograr proveito pessoal, em detrimento da dignidade da função pública. Os relatos obtidos pela reportagem dão conta de que o professor ia à escola duas vezes por semana, e que teria um perfil discreto e não interagia muito com os colegas. Ele seria servidor do município há cerca de 20 anos.

O que dizem as autoridades?

O Bei entrou em contato com o promotor do Ministério Público em Júlio de Castilhos, Teodoro Alexandre da Silva Silveira, que não tinha informações sobre o recebimento de inquérito relacionado ao caso. Já a titular da Secretaria de Educação do município, Susana Mello, não quis se manifestar oficialmente sobre o caso até a publicação desta reportagem.

De acordo com o delegado Adriano Rossi, titular da Delegacia de Polícia de Júlio de Castilhos, foram instaurados dois inquéritos para investigação do caso. Um foi concluído e outro segue em andamento.

– Maiores detalhes divulgaremos no término das investigações – afirma Rossi.

Professor também lecionava em Santa Maria

Integrante da rede estadual de ensino desde 30 de abril de 2014, o professor investigado também lecionava no Colégio Estadual Professor Manoel Ribas, em Santa Maria. A reportagem tentou entrar em contato com a instituição, mas não obteve retorno.

Conforme José Luis Viera Eggres, coordenador da 8ª Coordenadoria Regional da Educação (8ª CRE), a situação chegou ao conhecimento da entidade na segunda-feira (10). Até o momento, o professor investigado encontra-se afastado por questões médicas.

– Nós estamos instaurando um processo de averiguação, do ponto de vista administrativo, pra ver o que tem de fundamento nessa questão. Até o momento não houve o afastamento do servidor porque ele estava em laudo, e permanece em laudo. Abrimos a averiguação hoje (11) para nos inteirarmos do que está acontecendo – explica Eggres.

Atividade lúdica ajudou a descobrir abusos

Há cerca de dois meses, uma atividade escolar que serviria para tratar sobre bullying e compreender as experiências vividas pelos alunos foi proposta para uma turma do 8º ano da escola da rede municipal de Júlio de Castilhos. Na ocasião foi pedido que os alunos escrevessem um bilhete anônimo sobre qualquer experiência que tivessem vivido na pandemia. Em um dos relatos, uma aluna teria dito estar com medo de situações que estariam acontecendo com ela. O fato gerou preocupação nos professores e na equipe diretiva, que optaram por retomar o regimento de direitos e deveres da instituição junto aos alunos.

Em uma sala de aula, enquanto docentes apresentavam o regulamento, outra aluna teria questionado se os professores não deveriam também ter respeito com os alunos. Ao ouvir a resposta afirmativa, esta aluna contou que um docente teria o hábito recorrente de “passar a mão nas alunas”. Questionada em outros momentos, ela também teria afirmado que uma colega estaria tendo relações com um dos professores, que o professor a tocava, fazia ligações e prometia que iria casar com ela.

O caso

A vítima em questão tem 16 anos e, segundo fontes, não responderia intelectualmente pela idade que possui, apresentando dificuldades de aprendizagem. Ao ser interpelada pela direção escolar, a adolescente não teria admitido os abusos, mas amigas próximas teriam confirmado o relato inicial. As conversas entre o professor e a adolescente teriam começado na pandemia, época em que, devido às aulas remotas, os professores possuíam os contatos de telefone celular dos alunos.

Informações obtidas com exclusividade pelo Bei por uma fonte próxima da escola onde o suspeito trabalhava, dão conta de que, inicialmente, ao ser questionado pela equipe diretiva o professor teria negado todas as acusações. No entanto, em um determinado dia a vítima teria ido até a sala da direção antes de ir embora pra casa, com a intenção de reforçar que não teria nenhuma mensagem do suspeito em seu aparelho. Ao mostrar o celular, o dispositivo teria notificado o recebimento de três mensagens do professor. Segundo fontes, as mensagens indicavam que o suspeito teria tentado intervir nas investigações da sindicância.

Outras alunas também relataram serem vítimas de assédio

Depois deste caso, houve o relato de outras duas estudantes do 6ª ano, ambas de 14 anos de idade, que teriam sido assediadas pelo professor investigado. Elas teriam relatado que o docente tinha comportamento inadequado, que passava a mão pelas cinturas e que se aproximava delas de forma indecente para conversar.

A partir do conhecimento do caso, a escola solicitou abertura de sindicância na Secretaria de Educação do Município, e aconselharam as famílias das alunas envolvidas a denunciarem o caso no Ministério Público. Após o início do processo, o professor foi afastado da escola e teria entrado em contato com todos colegas da escola se desculpando pelo que fez.

O que diz a defesa?

O escritório Cipriani, Seligman de Menezes e Puerari Advogados, responsável pela defesa do professor investigado, afirmou em nota que não vai se manifestar sobre o caso. “Considerando o caráter sigiloso do processo, por envolver menor de idade, a defesa entende que não pode comentar o caso”.

Fonte:Observador Regional

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Instabilidade persiste no RS e alerta é para temporais nesta quarta

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Nesta quarta-feira (19), o Rio Grande do Sul poderá enfrentar instabilidade meteorológica significativa. Nuvens carregadas estão avançando de Oeste para Leste e ao Sul do Estado, trazendo consigo o risco de chuva localmente forte.

As precipitações poderão ser torrenciais e acompanhadas de raios e trovoadas. Além disso, há possibilidade de temporais isolados, incluindo granizo e rajadas de vento forte. É importante salientar que, embora exista risco de chuvas intensas, estas não afetarão todas as cidades gaúchas. A maioria dos municípios não enfrentará temporais.

Em Porto Alegre, o tempo será marcado por sol entre muitas nuvens durante o dia. A temperatura máxima será de 24°C e a mínima de 17°C. Já na Serra Gaúcha, podem ocorrer períodos de chuva, com temperaturas variando entre 17°C e 23°C.

Fonte: Leouve

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Piloto de 9 anos morre após acidente de moto em competição em Interlagos, em São Paulo

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Um piloto argentino de apenas 9 anos morreu após sofrer um acidente durante uma competição de motovelocidade no autódromo de Interlagos, em São Paulo. Lorenzo Somaschini foi hospitalizado na sexta-feira (14) e faleceu na noite de segunda-feira (17).

Ele era um dos participantes do SuperBike Brasil, que é um dos principais campeonatos de motovelocidade do mundo. O piloto disputava uma categoria voltada para crianças e adolescentes de 8 a 18 anos, com motocicletas de 160 cilindradas.

Segundo a organização do evento, Lorenzo sofreu o acidente durante o primeiro treino livre no autódromo, na sexta-feira. O jornal argentino El Clarín afirmou que a criança bateu a cabeça após a queda. Lorenzo foi socorrido e levado por uma UTI móvel até o Hospital Geral da Pedreira, na capital paulista. No sábado (15), ele foi transferido para o Hospital Albert Einstein em estado grave.

A imprensa argentina definiu Lorenzo como um prodígio do motociclismo argentino. Além disso, o piloto sonhava em chegar ao MotoGP e se tornar campeão mundial. Por meio de nota, o SuperBike Brasil disse que está prestando assistência à família do piloto desde o dia do acidente.

“O SuperBike Brasil comunica, com muita tristeza e pesar, o falecimento do piloto Lorenzo Somaschini nesta segunda-feira (17/6), às 19h43. O argentino, natural de Rosário, estava internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo (SP), sob cuidados médicos intensivos e, infelizmente, não resistiu. A organização do SuperBike Brasil está prestando total assistência à família do piloto desde sexta-feira (14/6), quando o argentino teve uma queda durante o primeiro treino livre da Jr Cup, válido pela 4ª etapa do SuperBike Brasil, no Autódromo de Interlagos. Logo que caiu na saída do Pinheirinho, o piloto foi prontamente atendido no local pela equipe médica em ambulância UTI. Na sequência, foi encaminhado para a sala de emergência do autódromo, onde houve a estabilização do seu quadro clínico. Após esse procedimento, foi realizada a remoção médica, em unidade de suporte avançada (UTI móvel) para o Hospital Geral da Pedreira, onde permaneceu até a madrugada de sábado (15/6), seguindo todos os protocolos médicos até ser feita a transferência para o Hospital Albert Einstein.

Todos da equipe do SuperBike Brasil estão consternados com o acontecimento e manifestam sinceros sentimentos a todos familiares e amigos de Lorenzo”, diz a nota.

Fonte: O Sul

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Polícia Civil de Canela e RGE fecham maior mineradora clandestina de criptomoeda do estado

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A Polícia Civil de Canela, em conjunto com o setor de Segurança Coorporativa da Rio Grande Energia (RGE), realizou ação policial nesta terça-feira, dia 18, ocasião em que descoberta uma mineradora clandestina de criptomoeda.

No local, uma casa simples e toda murada, localizada no bairro São Lucas, policiais civis e profissionais da permissionária de energia verificaram indícios de furto de energia elétrica (gato).

Em buscas, constatou-se o funcionamento de centenas de máquinas utilizadas para a mineração de criptomoedas. A RGE mediu, na ocasião, um consumo mensal acima de cem mil reais, estimando a fraude em cerca de um milhão e meio de reais nos últimos meses.

A Polícia Civil apreendeu todos os equipamentos, avaliados preliminarmente em mais de meio milhão de reais. Durante as buscas, ainda foram apreendias três armas de fogo.

Um casal foi preso em flagrante. Os dois foram encaminhados ao Presídio Estadual de Canela.

A estimativa é que os suspeitos lucrassem cerca de quatrocentos mil reais por mês com a atividade ilegal.

Fonte: Polícia Civil

MB Notícias

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