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Cinco pessoas são indiciadas por morte de jovem durante show em Porto Alegre

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Em 24 de julho, amigos e familiares de Alice de Moraes protestaram por Justiça após a morte dela em Porto Alegre

Investigação da Polícia Civil apontou omissão de socorro por parte de responsáveis pelo atendimento de saúde e pelo evento.

O inquérito que apurou a morte de Alice de Moraes, 27 anos, durante um show ocorrido em Porto Alegre em julho deste ano, foi concluído na quinta-feira (22). Cinco pessoas foram indiciadas por omissão de socorro.

Quatro dos indiciados são ligados a empresa Transul Emergências Médicas: um sócio, um médico, uma técnica de enfermagem e um condutor de ambulância. Além deles, uma sócia da 6-PRO Eventos Empresariais, nome fantasia da Opinião Produtora, também foi indiciada.

De acordo com o delegado Alexandre Vieira, que responde pela 4ª Delegacia de Polícia de Porto Alegre, ficou apurado que efetivamente houve omissão de socorro por parte da equipe médica.

— Eles levaram quase uma hora e meia para fazer o atendimento. Não trataram o assunto como deveriam. Não deslocaram para um hospital sob alegação de seguir protocolo. Deveria ter sido usado o bom senso. Em oito minutos, ela estaria no hospital — afirma o delegado.

Ao todo, 10 pessoas foram ouvidas no decorrer da investigação, entre atendentes da empresa médica, responsáveis pelo show, profissionais do Samu e amigos e familiares que estavam no local. Imagens de câmeras de segurança do Pepsi On Stage e de testemunhas também foram analisadas. 

No inquérito consta também, conforme depoimento de um enfermeiro do Samu, que ao chegar ao local, ele foi informado que o desfibrilador da ambulância da Transul não funcionou, não foi colocada máscara de oxigênio na paciente e que foi feita massagem cardíaca. Ao examinar a vítima, os atendentes constataram que ela estava sem pulso, utilizaram o desfibrilador do Samu, que não surtiu efeito, e em seguida constataram o óbito. 

laudo pericial não concluiu a causa da morte. Foi encontrado no organismo da vítima uma quantidade de álcool (8,9 decigramas por litro) e do antidepressivo citalopran. O que, de acordo com a perícia, não seria motivo para a causa da morte. O delegado disse que indiciou os sócios das empresas por serem eles os responsáveis pela contratação das equipes:

— No meu entendimento, no momento que se contrata alguém que se demonstra ineficiente, o erro é teu também. 

O crime de omissão de socorro prevê pena de detenção de um a seis meses ou multa. Ela pode ser aumentada pela metade se a omissão resultar em lesão corporal de natureza grave e, triplicada, caso resulte em morte. O inquérito policial foi encaminhado ao Judiciário e, nos próximos dias, o Ministério Público decide se aceita a denúncia ou não.

Por nota, a Transul afirma que “a conclusão da perícia não aponta nenhuma circunstância que indique erro ou omissão no atendimento prestado, reafirmando que seus profissionais atuaram dentro das regras de conformidade existentes na área da saúde”.

Já a Opinião Produtora afirma que “aguarda a comunicação da conclusão da investigação policial e, após, a consequente avaliação por parte do Ministério Público”. 

Na madrugada de 17 de julho, logo após o início do show da cantora Luísa Sonza, Alice informou a uma amiga que iria ao banheiro. Porém, a jovem teria enviado uma mensagem pelo celular por volta das 2h dizendo que tinha passado mal e estava na ambulância.

Familiares amigos alegam que a jovem foi deixada em uma cadeira, sem atendimento e que inclusive foi sugerido que a levassem ao hospital em um carro de aplicativo.

O que dizem as empresas

Confira na íntegra a nota da Transul:

A Transul Emergências Médicas vem a público manifestar-se sobe a conclusão da investigação referente ao atendimento realizado na casa de eventos Pepsi On Stage em Porto Alegre, no dia 16/07/2022. 

A empresa reitera seu compromisso com a verdade na apuração do fato. A conclusão da perícia não aponta nenhuma circunstância que indique erro ou omissão no atendimento prestado, reafirmando que seus profissionais atuaram dentro das regras de conformidade existentes na área da saúde. 

Mais uma vez, a Transul Emergências Médicas registra a todos os clientes e usuários de seus serviços a confiança absoluta em seus médicos, enfermeiros e colaboradores, que mantém um alto padrão de excelência nos atendimentos.

Lamenta-se profundamente o desfecho do fato e presta-se solidariedade e condolências à família.” 

Confira na íntegra a nota da Opinião Produtora:

A Opinião Produtora se sensibiliza com os familiares e amigos da jovem Alice que, prematuramente, perdeu a vida. 

Da mesma forma, reitera que foram seguidas todas as exigências e protocolos de segurança a fim de, justamente, evitar qualquer intercorrência. 

Por fim, aguarda a comunicação da conclusão da investigação policial e, após, a consequente avaliação por parte do Ministério Público.”

Fonte: GZH

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PIRAPOENSE CONDENADO A 34 ANOS DE CADEIA

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Justiça condena a 34 anos de prisão homem acusado de estuprar e assassinar mulher em Caxias do Sul

Naiara Ketlin Pereira Maricá, de 18 anos, foi morta em 2023 após festa de ano-novo por homem que se ofereceu para acompanhá-la até em casa. Condenado está preso.

A Justiça do Rio Grande do Sul condenou a 34 anos de prisão Ricardo Silveira Sebastiany pelo estupro e assassinato de Naiara Ketlin Pereira Maricá, de 18 anos, em Caxias do Sul, na Serra. O caso ocorreu em 1º de janeiro de 2023.

A Defensoria Pública do Estado, responsável pela defesa de Sebastiany, disse que “vai se manifestar apenas nos autos do processo”. A pena deve ser cumprida em regime fechado. O condenado está na Penitenciária Estadual de Bento Gonçalves.

De acordo com o Ministério Público (MP), a investigação policial do caso começou na manhã do dia 1º, quando a mãe de Naiana encontrou ela morta dentro da casa que morava no bairro Esplanada. No corpo, havia ferimentos que sugeriam terem sido causados por faca e também sinais que remetiam a violência sexual.

A Polícia Civil descobriu que Naiara havia saído na noite anterior para festejar o ano-novo com amigos, mas passou mal e decidiu voltar para casa. Sebastiany estava junto com o grupo e se ofereceu para acompanhá-la. Os dois não se conheciam antes.

Imagens de câmeras de segurança ajudaram a polícia a identificar Sebastiany. Nos registros, ele é visto caminhando com Naiara. Essa teria sido a última vez que ela é vista com vida.

Fonte: G1 RS

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Brigada Militar prende dupla por tráfico de drogas em Veranópolis

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No fim da tarde da sexta-feira, 1º de março, a Brigada Militar, através da Força Tática, prendeu um homem de 19 e outro 50 anos pelo crime de tráfico de drogas, em Veranópolis.

A prisão aconteceu no bairro Santa Lúcia, onde após uma abordagem a dois veículos, foi localizada 01 porção de cocaína, pesando 55 gramas, 01 balança de precisão, R$ 1.260,00, 02 telefones celulares, restando também dois automóveis Gol apreendidos, os quais eram utilizados para transporte de drogas.

Diante dos fatos, os homens foram encaminhados à Delegacia de Polícia para lavratura do auto de prisão em flagrante, por tráfico de drogas e, posterior, conduzidos ao Presídio Estadual de Nova Prata, onde ficarão a disposição da justiça.

Fonte: Comunicação Social do 3º BPAT

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Casal acusado pelo MPRS é condenado por estupro de três filhas, em Viamão

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O Poder Judiciário de Viamão condenou um casal pelo estupro de três filhas. Os crimes ocorreram mediante ameaças desde quando as jovens tinham, pelo menos uma delas, seis anos de idade. Uma delas sofreu abusos ainda antes do ano de 2009.

O pai das vítimas recebeu uma pena de 52 anos de prisão e mãe de 40 anos de reclusão. O cumprimento inicial da pena é em regime fechado.

Acusados pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) em 2017, os réus foram condenados no dia 22 de fevereiro deste ano na 1ª Vara Criminal do município da Região Metropolitana.

De acordo com a promotora de Justiça Bárbara Pinto e Silva, as condenações foram por quatro fatos criminosos envolvendo estupro de vulnerável e estupro qualificado.

Conforme a investigação, o fato só foi descoberto porque uma das jovens fez um desabafo com uma colega. Além dos abusos sexuais cometidos pelo pai delas, a mãe era conivente e ainda ameaçava, pelo menos uma das filhas, sobre o risco do pai ser preso.

A mulher também orientava as jovens a mentirem em depoimentos para as autoridades. Duas delas ainda tiveram de fugir de casa para não sofrerem mais com a violência sexual.

Fonte: Ministério Público do RS

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